5 de novembro de 2013

Sem título, um delírio, sem amor, sem essência

Éster, este
Rio , riu
Ótipos, ótipus

Ótimos éramos,
Antes daquilo
Segundo andar, a campanhinha toca
E as coisas no lugar, se colocam

Preferia tudo bagunçado,
Tinha essência
Luz acessa, neon ligado

Frenéticos
Domingos
Sábados
E dias da semana

Como flor perdendo o aroma
Como Julieta não fosse de Roma
Como o como sem coma
Como o capitalismo tomando conta

Morremos...

30 de outubro de 2013

Só me conte De tuas angústias Do terror que carregas Nas veias. Só me conte Daquelas canções Que lhe faziam Arrepiar. Só me conte Sobre o presente e o futuro Sem medo de abusar Do gerundismo.
(Sabiá Coitelinho)
Nada adiantou Nem o perfume que usei Nem as juras Nem o calor que te passei As curvas O rosto As maçãs cheias, rosadas Quando eu te via Nem todas as poesias Que lhe dei Darei agora só os beijos meus É o que guarda, é o que fica

29 de setembro de 2013

Aniversário de Jequitinhonha, 202 anos de história e cultura

Jequi, tenh(amo)
Jequi tinha miséria
Jequi tinha pobreza
Jequi só não tinha
Aquelas visitas reais
Jequi tinha aquela fama de cabaré
Não precisa entrar
Nem conhecer
É só escutar uma falácia aqui,
Outra ali,
E prontinho, opinião formada!
Pobre é tu
Come a comida já mastigada
Digere informação vomitada
E fica aí, nessa viagem alienada
O que Jequi tem?
Ah! Uma donzela
Não fala dos seus segredos assim,
Ela os guarda,
Ao contrário das moças do cabaré,
Só conhece  a donzela quem a ama.
Mas sim...
Jequi tem belezas
Jequi tem farturas
Jequi tem riquezas
Jequi tem onha
Jequi te amo

27 de setembro de 2013

Não é questão de copiar, repetir, redizer. É questão de identificação. Sou mesmo roda gigante, altos e baixos, sim ou não, antônimos. Sou pau ou pedra. Nada de metade, de mesclar, de inventar. Sou eu. E você é assim, outra parte de mim. Você faz parte de mim. De toda história. Nossa história... Eu falo assim com tantas pausas, porque cada uma delas é uma certeza. Você é certeza, por mais que não pareça. Aparece vez ou outra com toda essa sua lindeza, me irrita bastante as vezes com toda sua chatura. Assim que amo, defeitos seus.

Reflito sobre, paro, reparo em tudo. Adoro dizer que podemos nos chamar de antigos, e quero te chamar de antigos pra sempre. Porque você me conhece de uma forma, eu tomo outra forma, e ainda me quer. Assim que é amor, mudanças.

Década que vem quero mudanças, defeitos, e amor. Não quero idealizar riqueza. Não vou ostentar.
Mas quero idealizar você comigo, dias frios e quentes. Cobertores e lençóis. Toda nosso amor se desfazendo em um só ser.

Já disse que quero casar com você. Ter filhos. Ter uma biblioteca em comum. Uma discoteca em comum. Um quarto em comum. Uma penteadeira. Uma janela em comum, pode ser de madeira. Uma vida em comum. Um jardim, uma horta, um pomar. Um lugar pra a gente se refugiar a cada 365 dias.

O mais lindo de tudo que vivemos, foi a vagareza com  que tudo aconteceu. Não apressamos. Não apressamos nada, nem eu te amos, nem intimidades. E  mesmo assim acontece com espontaneidade. Mostrando então a sinceridade que há, a confiança que há, de como tudo é verdadeiro. E hoje sem perceber, sem dizer nada, sem abrir a boca ou escrever palavras, digo que te amo.

18 de setembro de 2013

''[...]Vontade de escrever
Nesses dias negros
Ou cinza chumbo,
Satisfaço meus prazeres
E pinto a folha com o castanho do seu olhar

Ou o azul como o de ontem[...]''
No meio da multidão
Eu vi aquele enrolado
Um cabelo encaracolado
Feito fio de telefone espiralado.

No meio da multidão
Eu vi uma bandeira assim
Com as cores do Brasil
Num amor sem fim.

E eu vi então, no meio da multidão
Um amor assim
Tão belo pra mim
E só dizia sim, e só dizia sim.

Ele usava coco,
Couro cor avelã,
Não usa jeans, e tinha um caaaaaaar-di-gãaa.

Daqueles desenhados,
Meio piscicodélicos,
Oh meu Deus do céu,
Ele vê cogumelos, dançantes! Dançantes!

Era uma vez:
O amor,

Só que ele era muito hippie pra mim.

3 de setembro de 2013

Num tempo assim


sorrir de canto é ouro.
Dentro de mim é um choro interminável. Um nó na garganta. Por fora um semblante triste, um rosto pálido.
Um estômago que só tem borboletas e nenhuma alimento. Palavras são vazias. Mas se alguém me perguntar como vai meu coração, responderei: está indo, quando escrevo... É que nada vai bem, caso de amor.

1 de setembro de 2013

Tic Tac
Tic Tic
Tic nervoso
Toc Toc

Um relógio
Uma angústia
Uma coisa boa
Feliz ao acaso

Triste ao acaso
Isso tem nome?
Indescritível
Indeterminado

Vamos tirar a roupa do balde
Lavar
Secar
Vesti-la de novo, de forma diferente

Vamos usar o relógio no anti-horário
Ser um ser mais literário
E parar de reclamar

Ter o olho no futuro
Não ficar em cima do muro
E crescer pra equilibrar

Quero de você coisa boa pra lembrar
Quero que se lembre de mim
Mas de uma forma gostosa, delicada
Maneira positiva, e talvez ousada

Por tudo que passei
E vivi
De uma coisa sei
Posso ser mais calmaria
Tranquila e harmonia
Mas ousadia meu amor, ela veio comigo!
E não vai embora.

30 de agosto de 2013

Diferenciado mesmo é o seu abraço. Ao contrário desses afetos banais tão comuns nesse tempo. Ele me passa um amor incrível. Eu sinto o amor passando por mim quando a gente se abraça. É totalmente único. Por isso amo te abraçar, só sensação boa, e pura. Amor é isso. Dar as mãos, ver o coração palpitar de verdade,  e freneticamente só de encostar em alguém. Não é necessário nada mais que isso. O seu jeito, eu o amo. Eu o amo muito. Cada parte sua. Tanto físico quanto abstrata. Seu cabelo, suas idéias. A cor de seus olhos, sua forma de ver o mundo, as pessoas, o submundo. Sua pele, suas sardas,  o carinho que ela me passa, o que ela expressa, a verdade que expressa, as espontaneidade, seus gestos, suas piscadas, seus espirros. Seus poucos cabelos no rosto, que mostram como somos tão jovens. Como temos tempo ainda... 

28 de agosto de 2013

Omiti Ao não dizer Que foi assim Vistei primeiro E me encantei Dizem que isso não existe Que pássaro não gosta de alpiste Só de olhar Tem que provar E bicar, bicar... Observando somente, Eu pude gostar Deduzir Te amar Amar seu jeito E a cor de seu olho, Quer dizer, não a cor Mas o brilho que ele me passa A sinceridade A verdade A ternura O amor E uma coisa, Eu consegui pintar a folha, Com esse castanho dos seus olhos Com essa sinceridade, essa verdade Essa ternura e esse amor E desenhei labirintos Me perdi E agora leva um tempo Pra voltar no caminho E nos achar Preguiça não me pertence Seu futuro sim É meu E essa sinceridade, essa verdade Aquela ternura, aquele amor

20 de agosto de 2013

Para o mesmo fim
Que o cantor canta
O pintor pinta
O desespero desespera
O abafo desabafa
Eu escrevo

O doente grita sua dor
Um bêbado entorna
Uma criança esperneia
Me reescrevo

Dias chuvosos
Me limpam a alma
A razão
Os olhos

Enxergo
Choro
E assim desembaça mais
Mais límpida está minha visão

Ocorre
Corre
Cor
Dó, mi, fá
Sou feita disso
Matéria prima
É ser quente
E letrista

Dias ensolarados
Me derretem
De corpo a alma
A razão e os olhos

Enxergo
Choro
E me derreto mais
Como dói
Saber que ensolarados e chuvosos
Tanto faz,
O cigarro sempre apaga
Indiferente ao clima
À tudo

Natureza minha
Samba
Melancolia
Literalismo

Ruim não é tu
Tu é bom
Mas é indiferente
Ao clima
Aos dias
À mim, à tudo

Dormente
Anestesiado
Tanto faz
Tanto fez
Nem ligando pro tempo verbal

Talvez seja bom um mistério
Um enigma a desvendar
Mas talvezes, queremos claridade
Transparência

Segredo cansa
Corrói
Repete
Machuca
Tripete
Mata aos poucos

Por mais
Desejo ser dormente
Anestesiada
Não sentir mais
O adeus seria indolor

Prefiro as petições clichês
Das últimas folhinhas:
''Mais amor, por favor!''
Disse qualquer provérbio chinês

Esquente o café
Acenda o cigarro
O deixe ligado
Aqueça a lareira

Não basta.
Beba o café que preparou
Dê uma tragada,
Consuma
Relaxe

Todo dia
Seja amor
Seja Romeu
Serei Julieta

13 de agosto de 2013

Sobretudo

Pra sanar a dor
Pra expelir amor
Pra esquecer o odor
Pra salvar Dodó

Que em mim germinou
Que sobra no meu peito
Que os Senhores deixam
Daquela miséria

Eu vou construir
Eu vou escrever
Eu vou revoltar, e dizer
''Necessário mudança''

Um barco a vela
Uma carta pro mundo
Quando ela volta?
Nunca, porque ela nunca foi, ela nunca veio
Ela tem que surgir

Pra navegar
E sensibilizar
Ela vai surgir,
Quando a boca útil:
Abrir

Pelo mundo, vamos?
Essa geração, coração de pedra
Quando a boca fútil:
Fechar

Vamos!
Sensibilizar
Todos
À aquilo, que acreditamos


Sei, que  devíamos há anos
Nos acreditar
Em nós acreditar
Sou acreditar
Só acreditar
Não acre{ditar}
Em tudo

18 de junho de 2013

Voo Contra o Câncer

Tô sem tempo pra postar, mas isso não significa que tô calada. Vejam, compartilhem. VALE A PENA!

29 de março de 2013


Me deixes

 Ontem meu pai disse que viria uma ''frente fria'' pro sul da Bahia, deve ter visto jornal. Dito e feito. Junto com a ''frente fria'' veio chuva, sem vento. Entretanto, chuva com cheiro de passado. 
 A chuva me faz querer ficar o dia todo debaixo do edredom,me faz querer ainda mais ler, escrever, abraçar, amar, e comer qualquer coisa que contenha açúcar. Me faz escutar música boa, e só escutar mesmo -não cantar- e refletir sobre ela. Me faz refletir muito sobre tudo, mais sobre o passado, mas ontem fiz reflexão completa: passado, presente, futuro. Me perguntei em diferentes tempos verbais... ''O que fiz, o que deixei de fazer? O que tenho feito? O que vou fazer?''. Refleti, re-refleti, tri-refleti. Conclui que não deixei de fazer nada, fiz até demais... Isso me dá uma sensação de satisfação, de realização, de ser completa. E me recordo de uma música ''Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim. Mas mesmo assim...'' e realmente cara, eu fiz de tudo! Mas, porém, todavia... Sempre tem  mas's, poréns, todavias... Sempre tem conjunção de oposição e adversidade no meu passado, mas deixa estar, deixa pra lá, deixa que a gente supera. A gente supera junto, ou a gente supera separado. Ou então superamos separado, porém, não sozinhos. Além do mais o passado já foi o presente.

Eu tenho sido tão feliz, muito feliz mesmo, mais feliz que criança em circo. Mas sempre falta algo. Sempre tem uma conjunção fazendo filhadaputice na minha vida - acho essas conjunções desnecessárias, muito melhor deixar as coisas subentendidas, prefiro orações assindéticas.  Eu também tenho crescido muito por dentro -sei que é ilusão. Tenho deixado ele crescer dentro de mim. Como diria Caio, eu esperava uma avenca, mas reguei, dei espaço, e agora já vejo que passou de uma roseira. Tenho me sentido velha, conhecedora das coisas, da arte, da vida, da arte da vida. Tenho me sentido chata, mais que nunca. Cheia de não-me-toques, de sistemas confusos que nem eu me entendo. Acho que agora sou eucarionte. Complexa. Me fechei. Mudei. Amadureci. Talvez seja só uma metamorfose. Talvez eu esteja mesmo estabelecendo dentro de mim pontos fixos, medos, coragens, gostos, não's e sim's. Aprendi durante esse tempo de autorreflexão que sou mesmo uma caseira, introvertida na maioria das vezes, que detesta formalidades, jantares, cafés, chás que tenham mais pessoas do que imaginara, e que exija garfo na mão esquerda, faca na direita. E faca. Que exija etiqueta, cotovelos flutuando, asas fechadas, pernas cruzadas. Isso não é muita coisa, é uma frivolidade. Mas expressa uma opinião, então, é importante. Eu prefiro pernas pro ar, comer de colher, mesmo sendo mulher. Eu prefiro domingos inteiros sem fazer nada.  Eu prefiro mil dias com um alguém, do que um dia com mil alguéns. Também é ainda mais notável que ando meiga. Que ando olhando sempre dois lados de uma situação e me colocando no lugar das pessoas -antes eu já fazia isso, mas agora me por no lugar do outro se tornou um reflexo, algo obrigatório, decorado pelo meu cérebro. E mais notável é a minha arte mais aperfeiçoada: pensar em voz alta. Não pensar nas consequências ao falar... Só ''plin!!! falei!'', simples assim, espontaneidade se chama esse dom.  

''O que vou fazer?'' Essa sem sombra de dúvida é a pergunta mais difícil de todos os tempos. Sem resposta. Talvez eu possa embromar, dizer... Amar, viver, fazer o que der na telha. Deixa estar, deixa a deixa, deixa a vida me levar, deixa o verão pra mais tarde...
Deixa ser como será! Deixa o amanhã chegar, e reorganizo tudo, e faço. Quando chega na hora agá, não tem como fugir. Só tem como viver, mal vivido ou não, com medo ou não...
É algo inadiável: viver e esperar pra ver o que dá, enquanto isso eu curto meu frio com minha frivolidades e minhas vontades estranhas.

22 de março de 2013

"Não quero viver como uma planta que engasga e não diz a sua flor. Como um pássaro que mantém os pés atados a um visgo imaginário. Como um texto que tece centenas de parágrafos sem dar o recado pretendido. Que eu saiba fazer os meus sonhos frutificarem a sua música. Que eu não me especialize em desculpas que me desviem dos meus prazeres. Que eu consiga derreter as grades de cera que me afastam da minha vontade. Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa."

Ana Jácomo

8 de março de 2013

Um homem inteligente falando das mulheres

Fiz essa foto essa manhã para tentar participar da Campanha Lançada pela página ''O Machismo Nosso de Cada dia'' que diz o seguinte ''QUERO RESPEITO TODOS OS DIAS.'' e é isso que queremos, não rosas, nem chocolates, mas RESPEITO.

''Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia.  Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e  adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade. Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem.  Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia. Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado,  nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado.  Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.  Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. 
O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios.  Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.  É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay. Só tem mulher quem pode!''


(Luís Fernando Veríssimo)

7 de março de 2013

Bem no Fundo

no fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nosso problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás nã há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

5 de março de 2013

Pra vida inteira 
é muito tempo. 
Faz assim.. 
vamos tentar até amanhã,
depois até quarta,
 e deixa a vontade
 mostrar até quando.

♥ Soulstripper ♥

4 de março de 2013


''Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.''
Fernanda Mello
A gente já está naquele nível, 

onde só se pergunta ''Oi, tudo bem?'' 

e só se responde ''Sim e você?''. 

Estamos naquele nível 

que já sabemos que não vamos ficar juntos e

desejamos o melhor pra vida do outro.
Fim da conversa no bate-papo

1 de março de 2013

Fiz uma estrofezinha só


As coisas mudam,
As pessoas,
Eu mudei,
E sinto falta do meu antigo jeito...
Do meu antigo eu.

Ah, eu me amo tanto

Eu já passei tanto tempo escrevendo sobre amor. Amor de todo jeito. Amor de pai, de mãe, de amigo, de homem pra mulher, de mulher pra homem. De todas as formas de amor ao próximo. Hoje, eu resolvi expressar ao escrever, o meu amor por mim. O amor Próprio. E sabe... Depois que resolvi isso, de ter um amor Próprio, tô me sentindo bem pra caramba. As vezes a gente passa por algum stress, alguma tribulação, alguma perca, alguma desilusão... E a gente se vê só. Olhamos pros lados e nada vemos. Os amigos dormem. Os celulares descarregam. As pessoas cansam de ouvir seu dia-a-dia.  Você se vê muito só mesmo, só você, e você. Só você e seu eu. E daí você tem que dar um jeito naquilo. Então, você esfria a cabeça e se ama! Você faz coisas que te faz sentir bem. Escuta um bom CD, vê um filme que te faz sorrir, ou chorar, ou se assustar, ou ficar ansioso para que dê tudo certo no fim, ou querer se tornar um super herói, ou querer se apaixonar. Você SENTE. Porque a vida é feita disso: sentimentos. Você lê uma história bacana. Dança sozinha. Canta pelada, no chuveiro, claro. Escreve. Pinta suas unhas. Reescreve. Transcreve a história bacana que leu antes. Senta varanda, na porta, na beira do rio e sente o vento. Você olha pra lua, e diz que ela está linda naquela noite, e ela deve ficar agradecida lá do céu. Você faz uma coisa gostosa para comer. Dorme tarde, perde a hora pra levantar. Você VIVE. Porque é isso que devemos fazer na vida. E daí você percebe que não precisa de seu ninguém, além de Deus, para ser feliz. Percebe que conjugar esse verbo ''amar'' não é necessário uma segunda pessoa. Então, você vê que sua felicidade se tornou independente. Você mergulha de cabeça nesse romance com o Próprio. E se ama, se liberta. 

24 de fevereiro de 2013

Pra Você Lembrar De Mim


Eu faço verso amor,
Pra falar do meu amor por ti amor,
Eu faço drama amor,
Pra você se sensibilizar, com um pouco de humor

Eu faço caras,
Eu faço bocas,
Eu faço sim,
Eu faço amor,
Eu faço humor,
Eu faço tudo para ter você pra mim

Eu faço doce,
Eu faço poesias sem fim,
Eu faço bico, preu ganhar colo de ti
E faço dengo, pra cê cuidar de mim
Eu faço bem assim,
Eu faço pra se apaixonar por mim

Eu faço verso amor,
Pra você guardar no seu peito
E nunca se esquecer de mim
Eu faço romance assim,
Pra que leia me

Você saiu daqui...
E foi praí viver e respirar fumaça,
E eu continuo a fazer poesia e cartas
Pra você lembrar de mim

23 de fevereiro de 2013

Annaluquice



Sei lá é maluquice,
Ser eu Annaluquice.

Expressão de amor e paixão,
transformam meu coração.

É tudo que sempre disse:
Sou mesmo Annaluquice.

Brincando de mulequice.


(Hermes Albuquerque)


***

Poesia feita por um amigo meu, ainda vamos dominar a literatura brasileira. Obrigada pela linda poesia.Adorei.

22 de fevereiro de 2013

I♥Jequi

A mídia influencia as pessoas de forma espantosa. E é essa alienação que pinta as coisas ou lugares como ruins. Julgam e retratam falsas realidades, fazendo das pessoas suas marionetes. 
O grande problema é que a verdade sobre o Vale do Jequitinhonha, não é o que a mídia retrata. Aqui não há miséria, nem fome, logicamente as pessoas deveriam saber que uma cidade banhada de um rio tão extenso como o Jequitinhonha, não tem problemas com alimentação. Quando falamos nesse âmbito, aqui há muita fartura e riqueza. Aqui há comida fresquinha na mesa de qualquer trabalhador, frutas no pomar, hortaliças verdinhas na horta, pois aqui é uma terra fértil!
Outra mentira contada pela mídia é que as drogas tomam conta do Vale. Não vamos nos enganar e dizer que aqui não há drogas! Há sim. Mas em todo lugar há... Quanto a seca falada na televisão, volto a afirmar que não só a minha cidade Jequitinhonha, mas todo o Vale é abençoado por um rio que nós dá muitos frutos. Quem conhece a cidade sabe que é cheia de jardins, e muito verde! O rio é limpo e as ruas também.
As pessoas dizem que somos atrasados, indígenas e não temos cultura. Sobre isso, penso uma coisa: não há nenhum lugar sem cultura. Todo lugar tem sua própria cultura, entretanto, são diferentes uma das outras. Essas podem ser interessantes ou não, mas não deixam de ser culturas. Aqui, por exemplo, temos uma cultura incrível. Artesanato, música, HISTÓRIA, tradição, folclore, lendas... Antiguidades. Aqui também é lugar rico de cultura. 
Enfim, esse é o lugar onde vivo, lugar que tem lugar para todos, lugar que é farto e rico, principalmente de espírito. Não deixem que a mídia alienem-os, ela só fala o que convém os grandes. Quem vive e convive aqui sabe que a natureza é mais bonita, que a cidade é mais farta, aqui tem peixe no rio, tem gente simples e fácil de entender, aqui o céu é mais azul e o ar, é mais puro.

21 de fevereiro de 2013

E por enquanto, é só

Eu tive uma tarde chuvosa e preguiçosa, dormi e sonhei. Era o seguinte: a gente estava na praia, sentados na areia, de pés descalços, rosto ao vento, cabelo à brisa... E estávamos felizes, construindo um castelo lindo, grande, um verdadeiro forte. Ele era tão robusto, que dava segurança, parecia que nada o destruiria. Mas aí vinham as ondas, e mesmo que fossem fortes, quebrava um pedacinho, uma quininha, e a gente consertava sempre, tentávamos rebocar aquilo... E ficava ''tudo bem''. Mas aí começaram a vir muitas ondas, fortes, não tão fortes como nosso castelo, todavia, fortes. E com o passar do tempo... Nosso castelo não suportou, desmoronou, caiu, acabou. Se dispersou.  E o mar levava pedaços do nosso castelo. Ficamos sem abrigo, sem lar, sem amar. Virou só areia. Não tinha mais conserto imediato. Talvez, bem talvez, com muita dedicação e tempo, futuramente... Possamos construir outro castelo. Mas no presente, o que temos são simples grãos de areia. E por enquanto, é só.

20 de fevereiro de 2013


''Não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era.''

(Caio Fernando Abreu, Além do Ponto e Outros Contos, página 24)


18 de fevereiro de 2013

E Te Amo Mais

É como um furacão.
Vem do nada, leva tudo.
Meus sentimentos se espalham...
Como folhas no outono ficam espalhadas no chão.

E fico sem saber o que faço. Fico sem ação.
Então, me ponho a chorar.
Eu te ligo, o ''tu'' chama 7 vezes.
Então conversamos, tento juntar os sentimentos...
Guardar pra mim.
Mas é muito, muito, muito forte.
É amor. E transborda.

Aí eu abro meu coração, e falo tudo que quero.
Melhor, falo tudo que sinto.
Daí você suspira, e deve pensar em tudo ao mesmo tempo.
E eu não paro de falar.

Cada vez que acontece,
Eu tomo mais uma dose de coragem,
De fôlego,
E sigo...
E não desisto
E persisto.
E te amo mais.
Cada vez, mais...

6 de fevereiro de 2013

Para uma menina com uma flor

Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado. E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí sim você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas.
E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta pensando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê.E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.
E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor. "

(Vinicius de Moraes)

     ***


*Esse texto é maravilhoso... Eu vi em uma blog que gosto muito, mas está desativado, e resolvi postar! Foi no Costurando Estrelas.  Lá a blogueira diz que quer ser ''a menina com uma flor'' de alguém, e digo o mesmo. Quero ser uma menina com uma flor de alguém. :(

Cá está a música que Vinicius fez para ''a menina com uma flor'':






"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."

(Mario Quintana)

1 de fevereiro de 2013

Lú dá dica!

Para quem vai voltar as aulas está aí uma ótima dica! Feito em casa! Você imprime a imagem, recorta e cola. Depois, para prolongar a duração, é só emplastificar com o Papel Contato. Fica super fofo! 

31 de janeiro de 2013

Estou super viciada em Los Hermanos e queria compartilhar aqui o meu vício. Aí está, um lindo dueto.
Música: Janta (Marcelo Camelo/Mallu Magalhães)
Olá queridos leitores!

Tenho ótimas notícias: terminei o ensino médio e passei no vestibular. :D
Minhas aulas só vão começas em 20 de Maio, então, vou usar minhas prolongadas férias para cuidar mais do blog! Não prometo muitos textos meus pois não é sempre que estou inspirada. Mas prometo muitos textos legais, pensamentos, vídeos, dicas e mais! Grande abraço. :D

30 de janeiro de 2013

Fim de mês

Hoje é fim de mês... E é em fim de mês que tudo acontece. Eu acho engraçado que na minha vida, tudo acontece no último momento que se pode acontecer, na última das últimas chances. E isso que é bacana: incerteza. Por mais que reclamemos das surpresas da vida, imagine só uma vida sem surpresas? Não ia ter graça. Não ia ter graça porque eu ia sempre saber o que vai acontecer. E engraçado que os meus melhores momentos são os que me surpreendem... Quando você chegou também foi assim. A vida me surpreende todos os dias, e acho engraçado, que tudo acontece no tempo certo... As peças se encaixam perfeitamente. Como um mosaico. A lua aparece a noite para iluminá-la, o sol vem pelo dia para nos guiar, as flores e frutas vem em abundância para que as guardemos até a próxima estação. Tudo está em sincronia. E isso não é papo de uma ''hipponga''. Isso é papo de gente feliz, realizada! Na verdade, não sou completa, sempre falta algo... Sou movida por sonhos. Busco sempre tudo completo, e quando consigo, lá estou eu... Insatisfeita de novo. Ainda não temos um ao outro, mas quando a gente tiver um ao outro, vamos completar nossos corações e para mover nossa vida, para ela não ficar chata e monótona, vamos ter sonhos juntos. Nossos sonhos. E quando realizarmos um... Lá vem outro.
Outra coisa que acho graça: Você rodou, eu rodei... E acabamos no mesmo lugar. Voltamos a nos cruzar. Isso que acho lindo da vida, dizer ''quem diria?!''... Achei que não íamos viver nem uma primavera juntos, e aí está: Já podemos nos chamar de antigos. Gosto disso. Bem, eu já te disse que toda vez que você chega é uma surpresa, que não sou imune a você e que não quero mais que seja só um vulto em minha vida. Agora quero você de uma forma fixa, até que alguma coisa nos separe. Espero que só nos separemos quando não tiver mais jeito, quando todas as chances de ficarmos juntos acabarem. Espero ter você em todos os fins, nos fins de semana, nos fins de copa do mundo, nos fins de noite, tarde, dia... Nos fins do amor, para que fiquemos a conversar olhando para o teto. Nos fins de almoço, com as panças imensas de tanto comer sobremesa. Quero convívio com você. Quero você nos fins dos meus textos... Quero você até o fim. Até o fim dos meses, dos anos... Até o fim do mundo. E se a gente não ficar junto, é porque ainda não chegou ao fim. 

Morri em Santa Maria

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.

Fabrício Carpinejar