30 de janeiro de 2013

Fim de mês

Hoje é fim de mês... E é em fim de mês que tudo acontece. Eu acho engraçado que na minha vida, tudo acontece no último momento que se pode acontecer, na última das últimas chances. E isso que é bacana: incerteza. Por mais que reclamemos das surpresas da vida, imagine só uma vida sem surpresas? Não ia ter graça. Não ia ter graça porque eu ia sempre saber o que vai acontecer. E engraçado que os meus melhores momentos são os que me surpreendem... Quando você chegou também foi assim. A vida me surpreende todos os dias, e acho engraçado, que tudo acontece no tempo certo... As peças se encaixam perfeitamente. Como um mosaico. A lua aparece a noite para iluminá-la, o sol vem pelo dia para nos guiar, as flores e frutas vem em abundância para que as guardemos até a próxima estação. Tudo está em sincronia. E isso não é papo de uma ''hipponga''. Isso é papo de gente feliz, realizada! Na verdade, não sou completa, sempre falta algo... Sou movida por sonhos. Busco sempre tudo completo, e quando consigo, lá estou eu... Insatisfeita de novo. Ainda não temos um ao outro, mas quando a gente tiver um ao outro, vamos completar nossos corações e para mover nossa vida, para ela não ficar chata e monótona, vamos ter sonhos juntos. Nossos sonhos. E quando realizarmos um... Lá vem outro.
Outra coisa que acho graça: Você rodou, eu rodei... E acabamos no mesmo lugar. Voltamos a nos cruzar. Isso que acho lindo da vida, dizer ''quem diria?!''... Achei que não íamos viver nem uma primavera juntos, e aí está: Já podemos nos chamar de antigos. Gosto disso. Bem, eu já te disse que toda vez que você chega é uma surpresa, que não sou imune a você e que não quero mais que seja só um vulto em minha vida. Agora quero você de uma forma fixa, até que alguma coisa nos separe. Espero que só nos separemos quando não tiver mais jeito, quando todas as chances de ficarmos juntos acabarem. Espero ter você em todos os fins, nos fins de semana, nos fins de copa do mundo, nos fins de noite, tarde, dia... Nos fins do amor, para que fiquemos a conversar olhando para o teto. Nos fins de almoço, com as panças imensas de tanto comer sobremesa. Quero convívio com você. Quero você nos fins dos meus textos... Quero você até o fim. Até o fim dos meses, dos anos... Até o fim do mundo. E se a gente não ficar junto, é porque ainda não chegou ao fim. 

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