O blog

Era uma vez, uma garota que seu hobbie era amar. Ela aprendeu então, variadas formas de fazer isso.


Desde a infância eu gosto de escrever, eu nem sabia escrever, e fingia que sabia, desenhava letras cursivas nem existentes e saia me exibindo, ''olha, sei escrever!'' como se aquilo fosse uma arte e tanta. Pois é, com inocência de uma criança, mal sabia eu, que escrever é uma arte sim. E uma das melhores. Infeliz eu seria se dissesse aqui que desde pequena rimo e pontuo, e que escrevo. Bem, eu achava que escrevia, mas pelo ato de escrever, o verbo em si, literalmente. Todavia, escrever, escrever, escrever, com alma, ou escrever a alma, escrever sentimento e verdade, ou razão e fantasia, ficção que anestesia, eu não sabia. Foi a partir do momento que comecei a entender o que eu sentia, que me tornei assim: escritora amadora. Diários sem fim foram minha infância, lá moravam as brigas com a mãe, com o pai, os avós, os tios, os primos [risos], com as colegas... E segredos, do menino que eu gostei da 1ª a 5ª série do ensino fundamental -e ele nem sabe disso. Isso era bom porque eu dividia com meu querido diário meus ódios, meus amores. Ah, agradeço muito todos meus familiares que me deram diários e mais diários no natal, dia das crianças, em aniversários. Assim eu passava pro papel o que eu sentia no coração. Só que tudo isso era brincadeira de criança que virou coisa séria com o passar do tempo! No 2º ano do ensino médio eu dei a sorte de cruzar com uma mulher porreta, minha professora de Língua Portuguesa, Edinalva Ramalho. Ela desenvolveu um projeto que chamava ''Primeiros Versos'' um livro de poesias. Eu me empolguei muito, e sinceramente, só saíram bons os temas que eu sentia algo por eles. Mas tudo bem, ao decorrer do tempo que escrevi o livro, criei o blog com o título inicial de ''Razão e sensibilidade''. Foi assim porque eu vivia nesse conflito, e sabia que pra viver bem, precisava do equilíbrio entre os dois. Dei outra sorte de encontrar alguém que me inspirou e me fez sentir muito para escrever. Passou um tempo, e por influência do amor, e do amor à música,o título  passou para ''Razão, sensibilidade e música'', adoro palavras soltas! Mas hoje pela manhã, percebi que eu não posso mais definir quando usar razão, ou sensibilidade. 

Me perdi nesses conceitos, quero ficar à la vonté para escrever, sem ter doses, taxas, rótulos, temas, exatidões. E por obséquio, se sintam à la vonté no à la vonté.