21 de fevereiro de 2013

E por enquanto, é só

Eu tive uma tarde chuvosa e preguiçosa, dormi e sonhei. Era o seguinte: a gente estava na praia, sentados na areia, de pés descalços, rosto ao vento, cabelo à brisa... E estávamos felizes, construindo um castelo lindo, grande, um verdadeiro forte. Ele era tão robusto, que dava segurança, parecia que nada o destruiria. Mas aí vinham as ondas, e mesmo que fossem fortes, quebrava um pedacinho, uma quininha, e a gente consertava sempre, tentávamos rebocar aquilo... E ficava ''tudo bem''. Mas aí começaram a vir muitas ondas, fortes, não tão fortes como nosso castelo, todavia, fortes. E com o passar do tempo... Nosso castelo não suportou, desmoronou, caiu, acabou. Se dispersou.  E o mar levava pedaços do nosso castelo. Ficamos sem abrigo, sem lar, sem amar. Virou só areia. Não tinha mais conserto imediato. Talvez, bem talvez, com muita dedicação e tempo, futuramente... Possamos construir outro castelo. Mas no presente, o que temos são simples grãos de areia. E por enquanto, é só.

Nenhum comentário:

Postar um comentário