23 de outubro de 2011

Chuva no sertão

Estava eu, por aí, viajando pelo sertão... até que, olhei para a janela do lado direito, e algo me chamou atenção. Eram vultos. Vultos da paisagem, as árvores passavam rapidamente. As vacas também, pareciam até Ferraris, velozes. Achei muito curioso, e decidi olhar por um tempo. A medida que o micro-ônibus chocalhava e andava, eu olhava fixamente para o vidro da janela, e nele, eu notava gotículas de H2O escorregando...  - sim, estava chovendo no sertão- mas, isso não vem ao caso. E, o caso é que comecei a notar a vegetação, ela era seca, marrom e sem vida. Até parecia com o nosso amor. Até parecia que ali não chovia há séculos. As árvores, não tinham galhos, nem flores, nem frutos... Frutos ali, pareciam impossíveis! E cada vez que eu olhava para aquele cenário estilo sépia, só vinha na minha cabeça, você. Aqueles vultos marrons me lembravam do passado. E, então depois de guardar tudo aquilo no meu HD, tive a certeza, de que aquelas árvores eram mesmo como nosso amor, não dava flores, muito menos frutos! E os vultos continuavam a passar rapidamente, e logo as árvores também, assim como o nosso amor. Passou tão rápido,  e envelheceu, secou, por pura distração, por pura falta de zelo, de cuidado. Eu queria que, diferente do nosso amor, ao sair do micro-ônibus, a chuva estiasse e viesse o arco- íris. Para colorir aquele cenário em sépia. Mas, daí, notei que, a chuva é necessária, para regar as raízes, fortalecê-las! Para fazer as árvores crescerem, assim como nosso amor! Comecei a encarar então, a chuva com um breve conflito que testa as árvores. Se as árvores forem fortes, elas permanecem em pé. Mas, se não... elas caem. E é assim na nossa vida, não? Por isso, devemos sempre cuidar do nosso amor, para que ele esteja forte! Seja ele quem for...

2 comentários:

  1. Texto muito, muito bom! Dos que eu li aqui no blog é, sem duvida alguma, o melhor de todos!

    Uma analogia muito bem feita - e, muito bem observada, diga-se de passagem.

    O unico pesar sobre o texto - que na verdade não é nem sobre o texto em si - é o fato de ele, pelo que eu entendi, trazer uma ideia contraria àquela exposta no texto "Minha Insônia", talvez até porque os momentos agora são outros - e, pelas divergências nos textos, devem ser outros - mas, como isso requer mais informações e, eu não as tenho, só posso me ater às especulações!

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  2. Olá JM. Obrigada. Os textos "Chuva no sertão" e"Minha Insônia" , são de momentos totalmente contrários da minha vida, e embora sejam baseados em fatos reais, são baseados em histórias diferentes. Agradeço mais uma vez pelo elogio!

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