19 de dezembro de 2011

Dejavú



Querido diário,

Mais um dia se vai e eu te encho de aflições. Aflições que antes eram só minhas, mas que já faz um tempo que as divido contigo né? Não sei se é mal de Dezembro, mal de fim de ano...
Mas hoje aconteceu uma coisa rara durante meu dia. Algo que eu nunca havia sentido antes. Algo inédito. Estreante. Surreal. Eu estava sozinha, no meu quarto, cochilando... na minha cama com minha colcha lilás. E eu não sei se foi um sonho, ou se foi um dejavu, mas ele estava lá diário. Ele voltara, ele aparecera, eu vira. Embora eu falara que não queria mais vê-lo, nem mesmo pintado de ouro, meu coração derretera ao vê-lo. Meu coração pulsara a 1000 por segundo. Como era possível? Ele não havia ido embora? Não me deixara dias atrás? Eu não sei como aquilo tudo aconteceu, mas de uma coisa eu sei: ele estava lindo. O para de olhos dele parecera mais castanhos mel e seus cabelos lisos, mais loiros avelã. Sua pele, sem dúvida, estava mais lisa que um pêssego. As maças do rosto, mais delineadas. E isso me fez lembrar do natal passado, dia que ele estava tão radiante quanto hoje. Por vagos momentos achei que aquilo era um Replay... um Dejavú. Mas não, era mais que isso, era muito real. Não tentei tocá-lo, pois se tivesse feito isso, me comprometeria, cedeira, não resistiria a nós dois. Então, mantive a distância para me proteger, mesmo ele sorrindo com aqueles dentes medidos a forma de Hércules. Fui forte, como toda menina mulher deveria ser, segurei a barra como uma menina de valor faz, resisti como uma mulher desdobrável agiria. Valorizei o hoje, esqueci o passado. Acordei.

Um comentário:

  1. Oi Tainã Almeida, vou seguir sim. Por nada. Você poderia retribuir a gentileza fazendo o mesmo? Segue o Razão e sensibilidade? Obrigada.

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