12 de fevereiro de 2014

Outro conto de amor

Pisei nessa terra,
Sem nada saber
Me apresentei
Me garanti
Conheci
Explorei
Fui guiada.

Soltei a mão dele
Andarilhei sozinha
Ou com companhias
E depois da chuva
A água limpou
Preferi andar só.


Não me conheceram
Julgaram
Viram de longe
Acham que sabem
Dos meus mistérios
Só os deuses conhecem.

Eu ia parar
Nada me fazia querer
Veloz da maneira que estava
Endorfina era necessidade.

E agora, José?
Já sei onde encontrar
De onde vem
A fonte.

Me seduziu
Enfeitiçou
Hipnose
Ou amor?

Tinha dono
E se encaixava bem em mim
Tentei subornar
Fui egoísta
Queria arrancar-lhe as forças
Daquele corpo magro
Que não o merecia
Que não sabia o usar.

Fracasso.

Devo então continuar
Ser veloz
Procurar,
Outro hormônio
Satisfazer, o ego
O fígado,
Os olhos,
Exceto o coração
Esse aí, não tem remédio.



5 de novembro de 2013

Sem título, um delírio, sem amor, sem essência

Éster, este
Rio , riu
Ótipos, ótipus

Ótimos éramos,
Antes daquilo
Segundo andar, a campanhinha toca
E as coisas no lugar, se colocam

Preferia tudo bagunçado,
Tinha essência
Luz acessa, neon ligado

Frenéticos
Domingos
Sábados
E dias da semana

Como flor perdendo o aroma
Como Julieta não fosse de Roma
Como o como sem coma
Como o capitalismo tomando conta

Morremos...

30 de outubro de 2013

Só me conte De tuas angústias Do terror que carregas Nas veias. Só me conte Daquelas canções Que lhe faziam Arrepiar. Só me conte Sobre o presente e o futuro Sem medo de abusar Do gerundismo.
(Sabiá Coitelinho)
Nada adiantou Nem o perfume que usei Nem as juras Nem o calor que te passei As curvas O rosto As maçãs cheias, rosadas Quando eu te via Nem todas as poesias Que lhe dei Darei agora só os beijos meus É o que guarda, é o que fica

29 de setembro de 2013

Aniversário de Jequitinhonha, 202 anos de história e cultura

Jequi, tenh(amo)
Jequi tinha miséria
Jequi tinha pobreza
Jequi só não tinha
Aquelas visitas reais
Jequi tinha aquela fama de cabaré
Não precisa entrar
Nem conhecer
É só escutar uma falácia aqui,
Outra ali,
E prontinho, opinião formada!
Pobre é tu
Come a comida já mastigada
Digere informação vomitada
E fica aí, nessa viagem alienada
O que Jequi tem?
Ah! Uma donzela
Não fala dos seus segredos assim,
Ela os guarda,
Ao contrário das moças do cabaré,
Só conhece  a donzela quem a ama.
Mas sim...
Jequi tem belezas
Jequi tem farturas
Jequi tem riquezas
Jequi tem onha
Jequi te amo

27 de setembro de 2013

Não é questão de copiar, repetir, redizer. É questão de identificação. Sou mesmo roda gigante, altos e baixos, sim ou não, antônimos. Sou pau ou pedra. Nada de metade, de mesclar, de inventar. Sou eu. E você é assim, outra parte de mim. Você faz parte de mim. De toda história. Nossa história... Eu falo assim com tantas pausas, porque cada uma delas é uma certeza. Você é certeza, por mais que não pareça. Aparece vez ou outra com toda essa sua lindeza, me irrita bastante as vezes com toda sua chatura. Assim que amo, defeitos seus.

Reflito sobre, paro, reparo em tudo. Adoro dizer que podemos nos chamar de antigos, e quero te chamar de antigos pra sempre. Porque você me conhece de uma forma, eu tomo outra forma, e ainda me quer. Assim que é amor, mudanças.

Década que vem quero mudanças, defeitos, e amor. Não quero idealizar riqueza. Não vou ostentar.
Mas quero idealizar você comigo, dias frios e quentes. Cobertores e lençóis. Toda nosso amor se desfazendo em um só ser.

Já disse que quero casar com você. Ter filhos. Ter uma biblioteca em comum. Uma discoteca em comum. Um quarto em comum. Uma penteadeira. Uma janela em comum, pode ser de madeira. Uma vida em comum. Um jardim, uma horta, um pomar. Um lugar pra a gente se refugiar a cada 365 dias.

O mais lindo de tudo que vivemos, foi a vagareza com  que tudo aconteceu. Não apressamos. Não apressamos nada, nem eu te amos, nem intimidades. E  mesmo assim acontece com espontaneidade. Mostrando então a sinceridade que há, a confiança que há, de como tudo é verdadeiro. E hoje sem perceber, sem dizer nada, sem abrir a boca ou escrever palavras, digo que te amo.

18 de setembro de 2013

''[...]Vontade de escrever
Nesses dias negros
Ou cinza chumbo,
Satisfaço meus prazeres
E pinto a folha com o castanho do seu olhar

Ou o azul como o de ontem[...]''
No meio da multidão
Eu vi aquele enrolado
Um cabelo encaracolado
Feito fio de telefone espiralado.

No meio da multidão
Eu vi uma bandeira assim
Com as cores do Brasil
Num amor sem fim.

E eu vi então, no meio da multidão
Um amor assim
Tão belo pra mim
E só dizia sim, e só dizia sim.

Ele usava coco,
Couro cor avelã,
Não usa jeans, e tinha um caaaaaaar-di-gãaa.

Daqueles desenhados,
Meio piscicodélicos,
Oh meu Deus do céu,
Ele vê cogumelos, dançantes! Dançantes!

Era uma vez:
O amor,

Só que ele era muito hippie pra mim.