12 de fevereiro de 2014

Outro conto de amor

Pisei nessa terra,
Sem nada saber
Me apresentei
Me garanti
Conheci
Explorei
Fui guiada.

Soltei a mão dele
Andarilhei sozinha
Ou com companhias
E depois da chuva
A água limpou
Preferi andar só.


Não me conheceram
Julgaram
Viram de longe
Acham que sabem
Dos meus mistérios
Só os deuses conhecem.

Eu ia parar
Nada me fazia querer
Veloz da maneira que estava
Endorfina era necessidade.

E agora, José?
Já sei onde encontrar
De onde vem
A fonte.

Me seduziu
Enfeitiçou
Hipnose
Ou amor?

Tinha dono
E se encaixava bem em mim
Tentei subornar
Fui egoísta
Queria arrancar-lhe as forças
Daquele corpo magro
Que não o merecia
Que não sabia o usar.

Fracasso.

Devo então continuar
Ser veloz
Procurar,
Outro hormônio
Satisfazer, o ego
O fígado,
Os olhos,
Exceto o coração
Esse aí, não tem remédio.



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