27 de setembro de 2013

Não é questão de copiar, repetir, redizer. É questão de identificação. Sou mesmo roda gigante, altos e baixos, sim ou não, antônimos. Sou pau ou pedra. Nada de metade, de mesclar, de inventar. Sou eu. E você é assim, outra parte de mim. Você faz parte de mim. De toda história. Nossa história... Eu falo assim com tantas pausas, porque cada uma delas é uma certeza. Você é certeza, por mais que não pareça. Aparece vez ou outra com toda essa sua lindeza, me irrita bastante as vezes com toda sua chatura. Assim que amo, defeitos seus.

Reflito sobre, paro, reparo em tudo. Adoro dizer que podemos nos chamar de antigos, e quero te chamar de antigos pra sempre. Porque você me conhece de uma forma, eu tomo outra forma, e ainda me quer. Assim que é amor, mudanças.

Década que vem quero mudanças, defeitos, e amor. Não quero idealizar riqueza. Não vou ostentar.
Mas quero idealizar você comigo, dias frios e quentes. Cobertores e lençóis. Toda nosso amor se desfazendo em um só ser.

Já disse que quero casar com você. Ter filhos. Ter uma biblioteca em comum. Uma discoteca em comum. Um quarto em comum. Uma penteadeira. Uma janela em comum, pode ser de madeira. Uma vida em comum. Um jardim, uma horta, um pomar. Um lugar pra a gente se refugiar a cada 365 dias.

O mais lindo de tudo que vivemos, foi a vagareza com  que tudo aconteceu. Não apressamos. Não apressamos nada, nem eu te amos, nem intimidades. E  mesmo assim acontece com espontaneidade. Mostrando então a sinceridade que há, a confiança que há, de como tudo é verdadeiro. E hoje sem perceber, sem dizer nada, sem abrir a boca ou escrever palavras, digo que te amo.

18 de setembro de 2013

''[...]Vontade de escrever
Nesses dias negros
Ou cinza chumbo,
Satisfaço meus prazeres
E pinto a folha com o castanho do seu olhar

Ou o azul como o de ontem[...]''
No meio da multidão
Eu vi aquele enrolado
Um cabelo encaracolado
Feito fio de telefone espiralado.

No meio da multidão
Eu vi uma bandeira assim
Com as cores do Brasil
Num amor sem fim.

E eu vi então, no meio da multidão
Um amor assim
Tão belo pra mim
E só dizia sim, e só dizia sim.

Ele usava coco,
Couro cor avelã,
Não usa jeans, e tinha um caaaaaaar-di-gãaa.

Daqueles desenhados,
Meio piscicodélicos,
Oh meu Deus do céu,
Ele vê cogumelos, dançantes! Dançantes!

Era uma vez:
O amor,

Só que ele era muito hippie pra mim.

3 de setembro de 2013

Num tempo assim


sorrir de canto é ouro.
Dentro de mim é um choro interminável. Um nó na garganta. Por fora um semblante triste, um rosto pálido.
Um estômago que só tem borboletas e nenhuma alimento. Palavras são vazias. Mas se alguém me perguntar como vai meu coração, responderei: está indo, quando escrevo... É que nada vai bem, caso de amor.

1 de setembro de 2013

Tic Tac
Tic Tic
Tic nervoso
Toc Toc

Um relógio
Uma angústia
Uma coisa boa
Feliz ao acaso

Triste ao acaso
Isso tem nome?
Indescritível
Indeterminado

Vamos tirar a roupa do balde
Lavar
Secar
Vesti-la de novo, de forma diferente

Vamos usar o relógio no anti-horário
Ser um ser mais literário
E parar de reclamar

Ter o olho no futuro
Não ficar em cima do muro
E crescer pra equilibrar

Quero de você coisa boa pra lembrar
Quero que se lembre de mim
Mas de uma forma gostosa, delicada
Maneira positiva, e talvez ousada

Por tudo que passei
E vivi
De uma coisa sei
Posso ser mais calmaria
Tranquila e harmonia
Mas ousadia meu amor, ela veio comigo!
E não vai embora.

30 de agosto de 2013

Diferenciado mesmo é o seu abraço. Ao contrário desses afetos banais tão comuns nesse tempo. Ele me passa um amor incrível. Eu sinto o amor passando por mim quando a gente se abraça. É totalmente único. Por isso amo te abraçar, só sensação boa, e pura. Amor é isso. Dar as mãos, ver o coração palpitar de verdade,  e freneticamente só de encostar em alguém. Não é necessário nada mais que isso. O seu jeito, eu o amo. Eu o amo muito. Cada parte sua. Tanto físico quanto abstrata. Seu cabelo, suas idéias. A cor de seus olhos, sua forma de ver o mundo, as pessoas, o submundo. Sua pele, suas sardas,  o carinho que ela me passa, o que ela expressa, a verdade que expressa, as espontaneidade, seus gestos, suas piscadas, seus espirros. Seus poucos cabelos no rosto, que mostram como somos tão jovens. Como temos tempo ainda... 

28 de agosto de 2013

Omiti Ao não dizer Que foi assim Vistei primeiro E me encantei Dizem que isso não existe Que pássaro não gosta de alpiste Só de olhar Tem que provar E bicar, bicar... Observando somente, Eu pude gostar Deduzir Te amar Amar seu jeito E a cor de seu olho, Quer dizer, não a cor Mas o brilho que ele me passa A sinceridade A verdade A ternura O amor E uma coisa, Eu consegui pintar a folha, Com esse castanho dos seus olhos Com essa sinceridade, essa verdade Essa ternura e esse amor E desenhei labirintos Me perdi E agora leva um tempo Pra voltar no caminho E nos achar Preguiça não me pertence Seu futuro sim É meu E essa sinceridade, essa verdade Aquela ternura, aquele amor

20 de agosto de 2013

Para o mesmo fim
Que o cantor canta
O pintor pinta
O desespero desespera
O abafo desabafa
Eu escrevo

O doente grita sua dor
Um bêbado entorna
Uma criança esperneia
Me reescrevo

Dias chuvosos
Me limpam a alma
A razão
Os olhos

Enxergo
Choro
E assim desembaça mais
Mais límpida está minha visão

Ocorre
Corre
Cor
Dó, mi, fá
Sou feita disso
Matéria prima
É ser quente
E letrista

Dias ensolarados
Me derretem
De corpo a alma
A razão e os olhos

Enxergo
Choro
E me derreto mais
Como dói
Saber que ensolarados e chuvosos
Tanto faz,
O cigarro sempre apaga
Indiferente ao clima
À tudo

Natureza minha
Samba
Melancolia
Literalismo

Ruim não é tu
Tu é bom
Mas é indiferente
Ao clima
Aos dias
À mim, à tudo

Dormente
Anestesiado
Tanto faz
Tanto fez
Nem ligando pro tempo verbal

Talvez seja bom um mistério
Um enigma a desvendar
Mas talvezes, queremos claridade
Transparência

Segredo cansa
Corrói
Repete
Machuca
Tripete
Mata aos poucos

Por mais
Desejo ser dormente
Anestesiada
Não sentir mais
O adeus seria indolor

Prefiro as petições clichês
Das últimas folhinhas:
''Mais amor, por favor!''
Disse qualquer provérbio chinês

Esquente o café
Acenda o cigarro
O deixe ligado
Aqueça a lareira

Não basta.
Beba o café que preparou
Dê uma tragada,
Consuma
Relaxe

Todo dia
Seja amor
Seja Romeu
Serei Julieta

13 de agosto de 2013

Sobretudo

Pra sanar a dor
Pra expelir amor
Pra esquecer o odor
Pra salvar Dodó

Que em mim germinou
Que sobra no meu peito
Que os Senhores deixam
Daquela miséria

Eu vou construir
Eu vou escrever
Eu vou revoltar, e dizer
''Necessário mudança''

Um barco a vela
Uma carta pro mundo
Quando ela volta?
Nunca, porque ela nunca foi, ela nunca veio
Ela tem que surgir

Pra navegar
E sensibilizar
Ela vai surgir,
Quando a boca útil:
Abrir

Pelo mundo, vamos?
Essa geração, coração de pedra
Quando a boca fútil:
Fechar

Vamos!
Sensibilizar
Todos
À aquilo, que acreditamos


Sei, que  devíamos há anos
Nos acreditar
Em nós acreditar
Sou acreditar
Só acreditar
Não acre{ditar}
Em tudo