Sei, entendo e acredito em você. Eu entendo porque também preciso disso. Por tanto que sofri queria agora um anestésico, algo que me deixasse dormente, e que eu só começasse a sentir quando não tivesse risco de doer mais, quando já tivesse certa a felicidade. Mas na vida não tem disso não, a gente tem que se arriscar, dar a cara a tapa. Mas isso é nosso, é essência do ser humano ser assim, temos que ver pra crer, somos todos um bando de descrentes, sem fé, ''me belisca que eu tô sonhando'', ''só acredito vendo'', a gente pede isso, a gente não se permite. Até que nos meus quinzes anos eu acreditava em tudo, sentia borboletas no estômago, calafrio, coração disparando, perna bamba e frenesi... Mas hoje meu amor, não sou mais rasa, minhas águas são profundas, tem que mergulhar de cabeça, pra chegar onde quero. Cansei de ser rasa, acessível demais. Gostamos do difícil. ''Venha cá, fica comigo, larga essa vida mansa, essa acomodância, se der errado cê volta, se der certo é porque é de verdade''. Rapaz, já ouvi tantos versos e notas, já cantaram pra mim as canções mais belas. Porque gosto que cantem pra mim. Mas como um bom ser humano, gosto do ao vivo, de ver o moinho mover. Não quero palavras cruzadas, faladas, sopradas, quero olhares, imagem e ação. Que contradição, eu, pseudo-escritora, tô aqui só em palavras, falando de atitute... Mas afinal de contas elas me ajudam. É como se eu fosse um balão cheio de ar, e quando poca, ele esvazia... Solta todo amor que tem. Amo isso. Por isso preciso disso, preciso mesmo sentir pra poder encher um balão e de tão cheio que tá, pocar depois, explodir sentimento bom, esvaziar... e soltar amor por aí.
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