30 de agosto de 2013

Diferenciado mesmo é o seu abraço. Ao contrário desses afetos banais tão comuns nesse tempo. Ele me passa um amor incrível. Eu sinto o amor passando por mim quando a gente se abraça. É totalmente único. Por isso amo te abraçar, só sensação boa, e pura. Amor é isso. Dar as mãos, ver o coração palpitar de verdade,  e freneticamente só de encostar em alguém. Não é necessário nada mais que isso. O seu jeito, eu o amo. Eu o amo muito. Cada parte sua. Tanto físico quanto abstrata. Seu cabelo, suas idéias. A cor de seus olhos, sua forma de ver o mundo, as pessoas, o submundo. Sua pele, suas sardas,  o carinho que ela me passa, o que ela expressa, a verdade que expressa, as espontaneidade, seus gestos, suas piscadas, seus espirros. Seus poucos cabelos no rosto, que mostram como somos tão jovens. Como temos tempo ainda... 

28 de agosto de 2013

Omiti Ao não dizer Que foi assim Vistei primeiro E me encantei Dizem que isso não existe Que pássaro não gosta de alpiste Só de olhar Tem que provar E bicar, bicar... Observando somente, Eu pude gostar Deduzir Te amar Amar seu jeito E a cor de seu olho, Quer dizer, não a cor Mas o brilho que ele me passa A sinceridade A verdade A ternura O amor E uma coisa, Eu consegui pintar a folha, Com esse castanho dos seus olhos Com essa sinceridade, essa verdade Essa ternura e esse amor E desenhei labirintos Me perdi E agora leva um tempo Pra voltar no caminho E nos achar Preguiça não me pertence Seu futuro sim É meu E essa sinceridade, essa verdade Aquela ternura, aquele amor

20 de agosto de 2013

Para o mesmo fim
Que o cantor canta
O pintor pinta
O desespero desespera
O abafo desabafa
Eu escrevo

O doente grita sua dor
Um bêbado entorna
Uma criança esperneia
Me reescrevo

Dias chuvosos
Me limpam a alma
A razão
Os olhos

Enxergo
Choro
E assim desembaça mais
Mais límpida está minha visão

Ocorre
Corre
Cor
Dó, mi, fá
Sou feita disso
Matéria prima
É ser quente
E letrista

Dias ensolarados
Me derretem
De corpo a alma
A razão e os olhos

Enxergo
Choro
E me derreto mais
Como dói
Saber que ensolarados e chuvosos
Tanto faz,
O cigarro sempre apaga
Indiferente ao clima
À tudo

Natureza minha
Samba
Melancolia
Literalismo

Ruim não é tu
Tu é bom
Mas é indiferente
Ao clima
Aos dias
À mim, à tudo

Dormente
Anestesiado
Tanto faz
Tanto fez
Nem ligando pro tempo verbal

Talvez seja bom um mistério
Um enigma a desvendar
Mas talvezes, queremos claridade
Transparência

Segredo cansa
Corrói
Repete
Machuca
Tripete
Mata aos poucos

Por mais
Desejo ser dormente
Anestesiada
Não sentir mais
O adeus seria indolor

Prefiro as petições clichês
Das últimas folhinhas:
''Mais amor, por favor!''
Disse qualquer provérbio chinês

Esquente o café
Acenda o cigarro
O deixe ligado
Aqueça a lareira

Não basta.
Beba o café que preparou
Dê uma tragada,
Consuma
Relaxe

Todo dia
Seja amor
Seja Romeu
Serei Julieta

13 de agosto de 2013

Sobretudo

Pra sanar a dor
Pra expelir amor
Pra esquecer o odor
Pra salvar Dodó

Que em mim germinou
Que sobra no meu peito
Que os Senhores deixam
Daquela miséria

Eu vou construir
Eu vou escrever
Eu vou revoltar, e dizer
''Necessário mudança''

Um barco a vela
Uma carta pro mundo
Quando ela volta?
Nunca, porque ela nunca foi, ela nunca veio
Ela tem que surgir

Pra navegar
E sensibilizar
Ela vai surgir,
Quando a boca útil:
Abrir

Pelo mundo, vamos?
Essa geração, coração de pedra
Quando a boca fútil:
Fechar

Vamos!
Sensibilizar
Todos
À aquilo, que acreditamos


Sei, que  devíamos há anos
Nos acreditar
Em nós acreditar
Sou acreditar
Só acreditar
Não acre{ditar}
Em tudo