15 de outubro de 2012

Rebobinando o Âmago

Já morri de amor tantas vezes, que perdi a conta de quantas. Minha folhinha já esgotou. Nem em ano bissexto daria pra contar mais uma morte motivada pelo amor. Nem se tivesse o dia trezentos e sessenta e sete. Mas arranjo uma vida pra você. E tenho a sensação de que sou felina, sabe?! Humanos não conseguem reencarnar tantas vezes. Não estou sendo depressiva, nem espírita. Estou sendo ''amorista'' ou ''amorã'', enfim, sou do amor -acho que deu para entender. E se não deu, deixa ficar subentendido. É mais gostoso esse clima de mistério. Mistério mesmo é entender como ainda sobrevivo sem você. Quer dizer, entendo, a gente acostuma com um tempo. Tudo está em função do tempo. Também sou meia ''tempista'', acredito que ele deve ser um dos nossos deuses. Estou rebobinando esse texto, se não percebeu... Pois consigo andar pra trás que nem gato. Mas dizem que andar para trás traz azar. Mas eu sou amiga do tempo, aí ele me leva de volta, me deixa ser nostálgica, e não carrego azar comigo. E se desse, eu to nem aí?! Quero saber é de sempre rebobinar a fita, a música, o texto, a vida, a morte, o amor... E talvez, a folhinha... E apertar ''Repeat, please!'' para as coisas boas. Que nem música clichê. E quero deixar um recadinho para quem ama Los Hermanos e odeia Anna Júlia: Você está sendo clichê ao estar em Outubro outra vez, já parou para pensar quantas vezes já repetiu o Outubro?! Pois é, pois é... Não dá para você morrer em Setembro e reviver em Novembro só para não repetir Outubro. Não existe essa coisa de reviver, eu estava apenas metaforeando. E se for pra morrer, morra de amor... Não morra de clichê!

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