7 de janeiro de 2012

Sete cores


Outro dia, caiu água do céu igual cai folha da árvore no outono. Não posso chamar aquele fenômeno de chuva -seria eufemismo exacerbado-  era mais um tempestade torrencial de granizo. É... surpreso? Era granizo mesmo! Os tempos estão mudados, não? Chovendo granizo no sertão... São mesmo drásticas as mudanças climáticas no nosso planeta.


Bem como estava dizendo, a chuva... ou quero dizer, a tempestade torrencial de granizo começou com trovejo e raios só para ''animar''... E foi engrossando, engrossando... até que o atelie da mamãe estava escuro, sem luz alguma, de portas fechadas. Fechadas pelo vento. Enquanto isso meu irmão e meu primo estavam dentro de casa, sozinhos. Eu me preocupei ao lembrar deles- pois ainda eram crianças- e resolvi pular a janela, mas eu tenho 1, 67 de altura então, não fluiu... Achei como saída então ir molhando mesmo... Me molhei inteira, mas valeu a pena, pois lá dentro estava uma verdadeira catástrofe. As portas e janelas abriam e fechavam sem cessar, simultaneamente. Eu ordenei as crianças a fecharem tudo, pois além da tempestade tinha o vento que carregava água pra dentro de casa. Depois que fechamos tudo a casa ficou escura. Um breu. Pra iluminar a casa, fui procurar  velas. Minha sorte foi que havia um toquinho de vela no armário da cozinha. Sem opções, acendi e nos iluminamos com ela. Com luz e calor os nossos ânimos se acalmaram. 


Quando a tempestade torrencial de granizo acabou ainda havia o estrondoso som dos trovões, a minha casa estava levemente alagada. Soprei a vela e abria as portas pra luz natural d dia e do breve sol entrar. No alpendre, já dava pra ver o sol raiar... eram águas do mês de novembro abrindo o verão. Eu e meus ''pimpolhos'' fomos no ateliê da minha mãe e estava tudo bem por lá. Notamos rapidamente os estragos feitos pela tempestade. Ao norte, uma estrutura de um prédio em construção havia desmoronado. Eu arrepiei e agradeci a Deus por ter ter nos protegido. Mesmo com todo aquele cenário destruído, de galhos e ramos  pelo chão com cheiro de terra molhada, eu estava ansiosa pra ver logo o arco-íris, que logo ia surgir no mar de nuvens azul e superior. Eu fiquei ali, em pé, com o olho direito piscando pra conseguir olhar pro céu... esperando as sete cores pintar no azul e branco. Pois tinha certeza que Deus reafirmaria seu compromisso. E não procurei me sentar, minha certeza era absoluta, a certeza de que depois de toda tempestade as sete cores pintam no céu, de que as esperanças voltam a surgir. 

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