17 de novembro de 2011

Nós



Sabe aquelas histórias de criança?
De escolher quem vai fazer par na dança?
De escolher quem vai gostar durante a infância?
Pois é, eu não escolhi, mas gostei de você.

Ah, se eu pudesse escolher de quem gostar...
Se eu pudesse  em meu coração mandar...
Escolheria alguém pra me amar, de alma e de alma
Afinal, o amor mais lindo, é o que tem calma.

Mas sabe aquelas histórias de amor proibido?
Que um se exibe e o outro é inibido?
Que um fala pau, e o outro fala pedra?
Mas que se o primeiro cair, o segundo o levanta da queda?

Pois é, assim é eu e ele.
Somos opostos, que se atraem.
Somos fiéis, que  não se traem.
Quer dizer, da minha parte sim, não sei da dele...

Danem- se os defeitos, ainda existem virtudes.
Só sei que ele, foi meu melhor vulto...
É. Passou rápido. Demais.
Mas, afinal,mancebos não sabem administrar a idade.

Será que vou ter primeiro que trintar?
Eu sei, eu sei o que você vai falar:
"-Mocinha, está apenas começando a vida.. se acalma!"
Mas, meu querido...  ai não tem graça.

Amor na juventude é o melhor vulto que se passa...
Mesmo que um dia, esse vulto, se acaba, e viramos adultos
Somos feitos de vultos, pois a  vida passa veloz, veloz...
Repitindo, e sem dúvida... o melhor dos meus vultos,
É o que se chama "Nós".

15 de novembro de 2011

Ô, ou. Intuição taxista errada.


Marina, nos seus dias de TPM (Tensão pré-menstrual), tentava pegar um táxi para voar até seu trabalho, já que estava atrasada. E suavemente, gritava:
-Táxi! Ou Táaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaxi?!
Para sua sorte e alegria nenhum táxi parava. E, um pouco alterada, continuava a murmurar:
- Que cassete! Não tem nenhum táxi nessa bosta não? Bando de preguiçosos.
E, como ela estava cheia da sorte, o táxi parou no momento em que ela xingava os taxistas -em geral.
Sem cerimônia nenhuma, ela entrou as pressas no banco do passageiro. E, ditou o endereço com sua doce voz:
- RUA ADÉLIA FAGUNDES BERNARDI , NÚMERO 7. PRA ONTEM.
O taxista - que fedia a peixe e não queria  ficar  sem dentes - obedeceu. Ele, pegou rumo, e foi até o destino de Marina. Até que em certa esquina, Marina opinou em que lado era pra virar:
- Ai graças a Deus, só virar a esquerda agora moço.
E, o moço  discordou:
- Acho que se engano moça,é direita.
- É esquerda, faço esse percurso todos os dias - retrucou Marina- é certeza.
- Sou taxista a 27 anos, eu sim estou com a razão.
- É esquerda!
- É direita moça...
- É direita.
- É esquerda!
- É direita.
- É esquerda!
- É direita.
- É esquerda!
- É direita.
- É esquerda!
- É direita.
- É esquerda! Intuição feminina. Mas, já que estou atrasadADA, pode ir pela direita...
O homem,  estranhando a atitude da  passageira, arregalou os olhos, mas não quis abusar da sorte, seguiu pela direita. Seguiu, seguiu, seguiu, seguiu, seguiu, seguiu, seguiu... e nenhuma ''RUA ADÉLIA FAGUNDES BERNARDI , NÚMERO 7.'' viu. Então estacionou e indagou:
- Moça... se sabia que era esquerda, se sabia que tinha a razão, porque não insistiu mais?
Rindo  litros, Marina respondeu:
- Para que usar a razão, se posso ser feliz nesse exato momento, rindo da sua cara? Agora senhor razão, volte tudo de novo e curve a Esquerda. VAPT VUPT. E, não teime comigo. Intuição feminina.
  Marina nesse dia, não sentiu cólica, não sentiu nada. A TPM passou, no momento em que, ela provou que estava certa.


*Fica a dica: Não discuta com mulheres, nem se ela estiver dizendo que o céu é vermelho, afinal ela pode ser daltônica, né? Concorde sempre e terá prolongada vida.
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Nesse texto, eu quis mostrar de uma forma simples, que as mulheres sempre têm a razão. Sempre têm intuição certa, e sim, sou feminista - controlavelmente.

14 de novembro de 2011

Sonho meu


Ao dormir, nosso subconsciente e as nossas memórias, regravam tudo que vimos, e que captamos no cotidiano. Como músicas clássicas do rock, são regravadas. Os dias ensolarados, nos tempos dourados. Os dias nublados, com dentes brigadeirados. Os dias chuvosos, nos edredons enroscados. E essa madrugada, foi a escolhida para regravar a faixa mais bela, a faixa contém a canção "Sua voz".  


Foi bom sonhar com você, e te ouvir cantar pra mim no sonho. Sua voz era linda... Desculpe, mas, nem parecia você, (Risos). 


Confesso que até hoje sinto um friozinho na barriga ao te ver em meus sonhos irreais e reais - também. Até parecia que eu ia flutuar, que meu corpo ia inflar, de tanta felicidade... parecia que eu estava a base de Endorfina e Metilfenidato. De imensa felicidade. 


Eu ria no sonho - e provavelmente, na cama- enquanto sonhava com você e sua música. Sonho melhor que sonho de padaria. 


Sonho que deixou meu coração bobo. Meu sorriso  sincero, meu sorriso no rosto e meu rosto risonho. Sonho gostoso, até de acordar, e falar silenciosamente  na mente "Foi só um sonho, que merda!". Sonho desgostoso de relembrar vagamente das cenas, e me entristecer, porque foi só um sonho. 


Vontade imensa de voltar a dormir, e sonhar, as mesmas cenas durante o resto do dia. Vontade imensa de fazer o sonho, virar realidade.

12 de novembro de 2011

Sorriso de Lua

    O fim de semana estava apenas começando, era Sábado, e na próxima semana teria um prolongado feriado.  Estava tudo extremamente silencioso. E, isso me agradava. Embora estivesse triste por estar longe de você, eu estava tranquila e escutando um Reggae internacional, vindo da TV. Literalmente, estava de borest. 
   Entretanto, me cansei daquele silêncio antissocial. De antissocial, bastava eu. Todos os meus amigos haviam saído, e já faziam  algumas semanas que não os via. Fadada daquele bendito silêncio, esquentei uns pedaços de pizza a moda com catupiri e fui para sala de tevê ver o jornal com a minha mãe, sentei no sofá que era paralelo á porta, porta qual era balançada pelo vento, e vento qual fazia doer minha cabeça, quando o sopro frio, batia nos meus olhos. Cansada -novamente- de sentir dor de cabeça, resolvi trancar a porta, mas antes fechá-la eu tive a sorte de ver a Lua.
    A Lua dessa semana, era Lua cheia e estava no seu devido lugar, no céu- diferentemente das coisas na minha mente, tudo estava confuso, desde que eu perdi você, eu perdi também, o meu eixo- mas o que importava naquele momento, era só a parte de observar aquele céu maravilhoso, ele era tão lindo que minha dor de cabeça foi embora, era tão  lindo que me fez lembrar de você. A  Lua era cheia, grande, enorme, imensa... Iluminava minha triste noite. Assim como você iluminava meus antigos dias serenos. Diante aquele cenário, romântico para minha tristeza, só faltava você... faltava sua companhia, e o seu dedo polegar também me fazia falta, ele me serviria para fazer charme, para te ensinar a esconder a lua, colocando ele na frente do seu olho direito e piscando constantemente.
    E pra quê esconder a lua? Porque, com você aqui, eu não precisaria da Lua para iluminar minha triste noite. O seu sorriso faria isso por ela. Até porque, ela teria que economizar o brilho dela, para que em dias como aquele, que você estava distante... distante... ela me fizesse companhia, ela me desse uma luz.

Pedidos




Magnetiza minhas narinas
De tão doce que é o cheiro
Flores , flores lindas e finas
que perfuma  o dia inteiro!

O pólen é levado ao vento
E ao tocar o chão...
Nasce uma nova vida,
Um  novo aroma que está lá dentro!

Dentro das pétalas,
Cheirosas e belas,
Rosa, brancas ou amarelas!
Essas, esta, ou aquelas!

Flores enfeitam os nossos jardins,
E as nossas vidas,
E as nossas idas,
E as nossa vindas!

Enfeitam os centros de mesa,
Mas enfeitam com mais gentileza,
Os seus pedidos de perdão...
Os seus roubos ao meu coração.

9 de novembro de 2011

"Eu te deixo ser, deixe-me ser então."


"Me deixa aqui escutando The Beatles, Los Hermanos e música ruim, me deixa no meu canto achando legal (ou achando um tédio) ficar sábado a noite em casa, vendo filme com a família . Me deixa pensar que só existe gente boa no mundo e que ruindade é coisa inventada para ocupar o tempo de quem não tem o que fazer. Me deixa quieta, confiando ou não em quem acabo de conhecer. Me deixa rir do que ninguém acha graça, da vida, do dia de chuva que foi contra nossos planos. Me deixa gostar de ir a shows barulhentos e ao mesmo tempo querer o silêncio. Me deixa achar o silêncio bonito e a conversa difícil. Me deixa sonhar com o que não vou ter e talvez reclamar do que tenho. Me deixa ser injusta. Nada mais justo quando os outros também o são. Me deixa sair da dieta por causa de tapioca com carne. Deixa eu não gostar muito de festas, mas querer festa em mim em dias ruins. Deixa eu sentir saudade e não dizer, amar e não falar, gostar e não comentar. Deixa eu sentir demais e ninguém fazer ideia disso. Deixa eu chorar escondido e sorrir pra todo o mundo ver. Deixa eu tentar inutilmente prender o riso. Me deixa no meu canto quando não quero atender ao telefone, só porque passo a semana tendo que fazer isto. Me deixa sair de havaianas e jeans como quem calça um sapato de grife e um vestido da moda. Me deixa morar nas estrelas e pisar nas nuvens que eu mesma criei! Me deixa pensar no amanhã com mais preocupação do que no hoje. Se isso não se faz, acho que ninguém te perguntou. Deixa eu ser mal educada como forma de expressão. Não me julgue, vou ficar aqui no canto lendo um livro qualquer, enquando espero o telefone tocar (só pra eu olhar o identificador e decidir que não vou te atender pela terceira vez nos últimos dois minutos). Me deixa pintar as unhas de acordo com o meu humor, arrumar minhas roupas por ordem de cor. Me deixa ser organizada por fora só porque não consigo ser por dentro. Me deixa aqui com minha desordem interna, mantenha-se afastado enquanto pode. Eu sou chata, ciumenta e preguiçosa. Deixa eu ficar aqui no canto com a minha bagunça sem fim. Deixa eu achar que abraços curam e que beijos salvam. Deixa eu pensar que gestos delicados são suficientes para mudar um dia ruim. Me deixa olhar para o mar e achar que temos alguma conexão. Me deixa aqui só para eu me arrepender da besteira que ainda não fiz. Me deixa fazer besteira só para eu me arrepender e pensar que já sabia mesmo, que fiz consciente de que daria errado, quando na verdade eu nunca soube de nada. Deixa eu encher o peito de esperança e distribuir pedacinhos a quem precisa. Deixa eu encher os bolsos de aceitação própria e soltar em algum vento teimoso, que é pra voar até você que se acha ruim só porque não sei o quê (mas você também não sabe). Deixa eu sentir demais e não saber falar sobre. Deixa eu ficar falando dos meus gostos como forma de me entender.''
[Noemyr Gonçalves]

Fórmulas do tempo

 
  Era uma vez, o Tempo. Ele era um senhor bem alinhado, contador de histórias, bonitão, um velhinho enxutão. Coitadinho, não sei a idade dele ao certo, mas ele é bastante velhinho! Se bem, que ser velhinho não é nada triste, pelo contrário... é qualidade das mais valiosas. Voltando falar do Seu tempo, ele também era comprido e esbelto; calmo... tranquilo, pacífico, paciente e todos os outros adjetivos, que englobam paz.
   O Seu tempo, trabalhava no Laboratório Coração. E, de assistente (voluntária), contava sempre com Dona Sabedoria. Os dias mais difíceis no Laboratório, eram aqueles quais o Sr. Destino, machucava algum Sr.(a) da vizinhança -o  destino era bipolar; havia dias que ele era gentil, havia dias que ele era cruel- o Tempo e a sabedoria então, costumavam fabricar remédios, pílulas e analgésicos para aliviarem  as dores causadas pelo Destino. E, as melhores curas, eram nos piores casos.
   Um deles, bem típico, era o caso do Seu Amor. A fórmula certa para curar o Seu Amor, custava pra ser achada... demoravam meses,  meses que pareciam séculos. E sempre era assim, o Destino batia no Seu Amor, e o Tempo tratava vagarosamente de sarar as dores do paciente.  
    O Seu Tempo, foi o senhor mais compreensivo  que já conheci. Tudo bem, tenho de concordar que, o Tempo demora para sarar feridas, é lento o processo... mas os seus cuidados, são únicos, embora deixe poucas  sequelas -até mesmo pro Amor ficar em alerta com o Destino- o serviço do Seu Tempo curava de verdade.
      E  até hoje cura... ah, esqueci de dizer que o Tempo, ou melhor, a idade do Seu Tempo, equivale a todas as idades de todas as vidas do Mundo. E como nossas vidas não são eternas, obviamente, elas têm um ponto final. Assim como o Tempo. Assim como nossas chances de amar, tudo tem um fim. Até casamentos, cheio de amor, tem como fim, a morte. Mas, não fique triste, tudo que tem um fim, é mais aproveitado, mais interessante, dá um gostinho de quero mais. Imaginem, um beijo sem fim, um sorvete sem fim, um chiclete sem fim, um telefonema sem fim ou até mesmo, um texto sem fim?
         Chato não é?!

                                                                                              Fim!

8 de novembro de 2011

Parte do meu HD


Vida minha, minha vida
Valiosa e querida...
Vou falar um pouco dela
Tentando não perder a rima.

Sou mineira, 'mineirana'
Coração de Minas, Alma baiana
Nanuque foi meu berço,
E Jequi, foi só o começo

O começo da minha vida,
É aqui que vou construir,
Cheguei, pirralha e aos meus 6
E hoje, já (ou ainda) estou aos 16 

Desde que me entendo por gente
Aos estudos dou muito valor.
Sou Vasco da Gama, desde à infância
Como aprendi, com Lauarte, meu vovô.

Por falar neles...
Minha família é gigante!
E o peso de todos juntos, 
Pesa mais que um elefante
Eu sou franzina... a magrela da família!

Desde que me entendo por gente,
Passo meus verões me refrescando,
Nas praias e mares da Bahia, clima quente.
E sempre que ia pra lá...
Castelos de areia, coloca-me a modelar
Fazia imensos, gigantes castelos...
Sonhava que ia crescer e virar uma princesa...
Mas infância boa, é assim... cheia de fantasias
E ela foi ma-ra-vi-lho-sa,
e a saudade bate, ô época gostosa!

Mas todo mundo cresce, 
Inclusive, eu!
Só tenho que avisar meu pai,
Que a boneca dele, cresceu!

Junto com a ''idade''
vem os gostos, a vaidade
Personalidade,
Fotografias, praias, poemas
Meninos, motocicletas e chocolates...

E outras coisas mais...
Não mudo muito de opinião
por isso vou ser ONCOLOGISTA,
ADVOGADA, NÃO... ENGENHEIRA. 
BIÓLOGA ou talvez JORNALISTA?

Agora sou estudante
E também, meio escritora...
Daquelas, amantes e amadoras
Amante porque acredito em homem fiel
Amadora porque não sou escritora profissional

E sobre meninos...
Não tem jeito!
Essa é a idade, de estudar.
Precisamos de foco, pro vestibular,
Ai, já viu né?! Não dá pra namorar!

E para passar a dor do amor,
Escuto um rock bom, um bom rock
Como The Beatles
E para matar a dor, falo com Deus.

Outra característica minha...
É que falo demais! Seja pela boca...
Seja pelo grafite, seja pelo teclado...
Ou pelos cotovelos...

A ler mais ter 3 versos, você está fadado:
"Aqui vou finalizar,
E parte do meu HD, aí está.
Tchau, beijos e abraços."

:/

Oi amores! Andei muito sumida daqui, não acham?
Mas, tenho explicações. É que o meu PC, está na manutenção. Pronto.
Entretanto, essa semana vou recuperá-lo e daí, volto na atividade.

Um abraço. Saudades.