23 de setembro de 2011

Neurônios seduzem

Eu sou a favor da inteligência. Da arte da prosa boa, da arte de conversar por mais de 2 horas sobre o mesmo assunto, da mágica de amar alguém pelas palavras ditas, escritas ou escutadas. Sou a favor do QI no lugar da cor ou da forma dos cabelos, a favor da habilidade com números no lugar de belas roupas, belas unhas, belos kits de beleza. Mulheres... mulheres, elas deveriam ser apresentadas aos seus futuros namoridos com máscaras de carnaval. E apenas conservar o seu bom hálito, e o crucial: sua bela lábia. Disseram- me uma vez que eu era linda... mas esqueceram de dizer-me que era simpática, desdobrável, inteligente, que sabia entrar e sair de qualquer lugar, que era criativa, diferente, única. Ah, como são tolos, acham que beleza põe mesa! Doce ilusão. Acham que músicas que favorecem às danças sensuais, acrescentam nos neurônios. E optam por aquelas moças que sabem dançar. Não ligam para as letras que estão dançando, e dão mais atenção para os passos e movimentos. Não conhecem o rock. Preferem arrochas, forrós e xotes que favorecem às vestimentas menores. E por favor, em pleno século XXI há milhares de tratamentos estéticos, capilares, corporais para quem era Fiona, virar Cinderela, Rapunzel ou Branca de Neve. Passar uma tarde à companhia de livros, apostilas e penas, é melhor que passar tardes em salões de beleza e no fim do dia, não ter um diálogo agradável. Homens, coitadinhos... fazem o mal achando que é o bem, são enganados pela norma, pelo padrão e pela nova ordem mundial. Como sou muito bondosa, fica um conselho: apreciem o intelecto feminino, e ignorem/desprezem as ancas.



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