10 de janeiro de 2015

amor que não vale uma rima, nem meia


Ser segunda opção, ser o restante
A meia taça, o meio copo, e do almoço a sobra
E a sombra, enfeite esquecido na estante
Pra nada serve, a não ser virar obra

Ninguém vive apenas um amor na vida,
Quer mentir pra mentiroso?
É uma pena,
Eu me sentia sua pequena,
Uma pequena do bem,
Que cabia na palma da mão,
Uma história tão zen

Combinávamos tanto
Uma amor cinematográfico
Melhor que qualquer um de filme francês

Mesmo sendo cisne branco,
E tornando o negro, o drama
Da dama, a cama
Confiei na tua lábia
E o que menos esperava,
Era outra mulher

Isso aqui não é bordel,
E muito menos um quartel,
Que se obriga alguém amar

Se ama quando quer
Ou quando não se tem mais ninguém pra amar

Ser terceira opção, ser o restante
A bituca do cigarro, um mendigo maltrapilho
 Não quero ser esquecido na estante
Assim como você, não quer criar um trouxa como filho


Isso aqui não é bordel,
E muito menos um quartel,
Que se obriga alguém amar

Se ama quando quer
E quando quer se ama e muito

Não mais em mesa de bar,
Butecando ou afins,
Buscando uma conquista,
Uma nova etapa de vida,
E um verdadeiro adeus