Só me conte
De tuas angústias
Do terror que carregas
Nas veias.
Só me conte
Daquelas canções
Que lhe faziam
Arrepiar.
Só me conte
Sobre o presente e o futuro
Sem medo de abusar
Do gerundismo.
(Sabiá Coitelinho)
Nada adiantou
Nem o perfume que usei
Nem as juras
Nem o calor que te passei
As curvas
O rosto
As maçãs cheias, rosadas
Quando eu te via
Nem todas as poesias
Que lhe dei
Darei agora só os beijos meus
É o que guarda, é o que fica