24 de fevereiro de 2013

Pra Você Lembrar De Mim


Eu faço verso amor,
Pra falar do meu amor por ti amor,
Eu faço drama amor,
Pra você se sensibilizar, com um pouco de humor

Eu faço caras,
Eu faço bocas,
Eu faço sim,
Eu faço amor,
Eu faço humor,
Eu faço tudo para ter você pra mim

Eu faço doce,
Eu faço poesias sem fim,
Eu faço bico, preu ganhar colo de ti
E faço dengo, pra cê cuidar de mim
Eu faço bem assim,
Eu faço pra se apaixonar por mim

Eu faço verso amor,
Pra você guardar no seu peito
E nunca se esquecer de mim
Eu faço romance assim,
Pra que leia me

Você saiu daqui...
E foi praí viver e respirar fumaça,
E eu continuo a fazer poesia e cartas
Pra você lembrar de mim

23 de fevereiro de 2013

Annaluquice



Sei lá é maluquice,
Ser eu Annaluquice.

Expressão de amor e paixão,
transformam meu coração.

É tudo que sempre disse:
Sou mesmo Annaluquice.

Brincando de mulequice.


(Hermes Albuquerque)


***

Poesia feita por um amigo meu, ainda vamos dominar a literatura brasileira. Obrigada pela linda poesia.Adorei.

22 de fevereiro de 2013

I♥Jequi

A mídia influencia as pessoas de forma espantosa. E é essa alienação que pinta as coisas ou lugares como ruins. Julgam e retratam falsas realidades, fazendo das pessoas suas marionetes. 
O grande problema é que a verdade sobre o Vale do Jequitinhonha, não é o que a mídia retrata. Aqui não há miséria, nem fome, logicamente as pessoas deveriam saber que uma cidade banhada de um rio tão extenso como o Jequitinhonha, não tem problemas com alimentação. Quando falamos nesse âmbito, aqui há muita fartura e riqueza. Aqui há comida fresquinha na mesa de qualquer trabalhador, frutas no pomar, hortaliças verdinhas na horta, pois aqui é uma terra fértil!
Outra mentira contada pela mídia é que as drogas tomam conta do Vale. Não vamos nos enganar e dizer que aqui não há drogas! Há sim. Mas em todo lugar há... Quanto a seca falada na televisão, volto a afirmar que não só a minha cidade Jequitinhonha, mas todo o Vale é abençoado por um rio que nós dá muitos frutos. Quem conhece a cidade sabe que é cheia de jardins, e muito verde! O rio é limpo e as ruas também.
As pessoas dizem que somos atrasados, indígenas e não temos cultura. Sobre isso, penso uma coisa: não há nenhum lugar sem cultura. Todo lugar tem sua própria cultura, entretanto, são diferentes uma das outras. Essas podem ser interessantes ou não, mas não deixam de ser culturas. Aqui, por exemplo, temos uma cultura incrível. Artesanato, música, HISTÓRIA, tradição, folclore, lendas... Antiguidades. Aqui também é lugar rico de cultura. 
Enfim, esse é o lugar onde vivo, lugar que tem lugar para todos, lugar que é farto e rico, principalmente de espírito. Não deixem que a mídia alienem-os, ela só fala o que convém os grandes. Quem vive e convive aqui sabe que a natureza é mais bonita, que a cidade é mais farta, aqui tem peixe no rio, tem gente simples e fácil de entender, aqui o céu é mais azul e o ar, é mais puro.

21 de fevereiro de 2013

E por enquanto, é só

Eu tive uma tarde chuvosa e preguiçosa, dormi e sonhei. Era o seguinte: a gente estava na praia, sentados na areia, de pés descalços, rosto ao vento, cabelo à brisa... E estávamos felizes, construindo um castelo lindo, grande, um verdadeiro forte. Ele era tão robusto, que dava segurança, parecia que nada o destruiria. Mas aí vinham as ondas, e mesmo que fossem fortes, quebrava um pedacinho, uma quininha, e a gente consertava sempre, tentávamos rebocar aquilo... E ficava ''tudo bem''. Mas aí começaram a vir muitas ondas, fortes, não tão fortes como nosso castelo, todavia, fortes. E com o passar do tempo... Nosso castelo não suportou, desmoronou, caiu, acabou. Se dispersou.  E o mar levava pedaços do nosso castelo. Ficamos sem abrigo, sem lar, sem amar. Virou só areia. Não tinha mais conserto imediato. Talvez, bem talvez, com muita dedicação e tempo, futuramente... Possamos construir outro castelo. Mas no presente, o que temos são simples grãos de areia. E por enquanto, é só.

20 de fevereiro de 2013


''Não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era.''

(Caio Fernando Abreu, Além do Ponto e Outros Contos, página 24)


18 de fevereiro de 2013

E Te Amo Mais

É como um furacão.
Vem do nada, leva tudo.
Meus sentimentos se espalham...
Como folhas no outono ficam espalhadas no chão.

E fico sem saber o que faço. Fico sem ação.
Então, me ponho a chorar.
Eu te ligo, o ''tu'' chama 7 vezes.
Então conversamos, tento juntar os sentimentos...
Guardar pra mim.
Mas é muito, muito, muito forte.
É amor. E transborda.

Aí eu abro meu coração, e falo tudo que quero.
Melhor, falo tudo que sinto.
Daí você suspira, e deve pensar em tudo ao mesmo tempo.
E eu não paro de falar.

Cada vez que acontece,
Eu tomo mais uma dose de coragem,
De fôlego,
E sigo...
E não desisto
E persisto.
E te amo mais.
Cada vez, mais...

6 de fevereiro de 2013

Para uma menina com uma flor

Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado. E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí sim você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas.
E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta pensando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê.E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.
E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor. "

(Vinicius de Moraes)

     ***


*Esse texto é maravilhoso... Eu vi em uma blog que gosto muito, mas está desativado, e resolvi postar! Foi no Costurando Estrelas.  Lá a blogueira diz que quer ser ''a menina com uma flor'' de alguém, e digo o mesmo. Quero ser uma menina com uma flor de alguém. :(

Cá está a música que Vinicius fez para ''a menina com uma flor'':






"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."

(Mario Quintana)

1 de fevereiro de 2013

Lú dá dica!

Para quem vai voltar as aulas está aí uma ótima dica! Feito em casa! Você imprime a imagem, recorta e cola. Depois, para prolongar a duração, é só emplastificar com o Papel Contato. Fica super fofo!