25 de fevereiro de 2012

SOULSTRIPPER - Não Trocaria um Sorvete de Flocos por Você (Clipe Oficial)



Amei!!! Mega fofo.
Achei no Facebook, da Fernanda Mello

Talvezes




Dia após dia, noite após noite e quase todas as minhas madrugadas são as mesmas. Eu penso em nós dois, sinto saudade, e repenso outras vezes, torno a sentir sua falta, torno a sentir o seu cheiro deixado no travesseiro, torno a sentir aquele apertinho no coração quando ouço aquela música que ousava falar de nós. 
E em meio a essas lembranças sempre há momentos em que eu me pergunto a Deus quando é que a minha estrada vai cruzar a sua. E questiono de novo, só que dessa vez a mim mesma: por que fui me encantar por você? 
Eu tento entender nosso ‘’lance’’, mas não compreendo totalmente, e talvez seja essa a graça. Ou talvez, a graça seja seu jeito torto, desengonçado de ser. Talvez seja seu jeito errado que me apaixona. Talvez seu estilo musical. Talvez sua barba cerrada. Talvez sejam suas roupas estilo punks. Talvez seja seu descaso romântico, seu eu te amo calado. Talvez seja o seu ponto de vista sobre o mundo e as desigualdades encontradas nele, sua forma de criticar a sociedade. Talvez, porque você toca guitarra. Talvez, isso tudo seja o complemento. Talvez, talvez, talvezes... Há tantos! E pra que todo esse rodeio? Talvez eu só tenha me encantado mesmo, simplesmente, loucamente,  apaixonadamente por você.

12 de fevereiro de 2012

"Queria" é passado.



Hoje temos tantas teorias, hipóteses e tentativas de descobrir algo que ainda não foi descoberto, temos tantos sabidões -como diria minha avó- que tentam fazer história. Que tentam infiltrar doutrinas nas nossas mentes! Eu fico até meio perdida em meio tantas veredas, tantos palpites! Uns querem saber como e quando o mundo foi criado, outros querem saber como e quando o mundo vai acabar. Uns querem saber se é possível clonar alguém, se é possível curar a AIDS, curar o câncer. Existem tantas perguntas... E, tão poucas respostas. Não é contradição, mas, para que fazem tantas perguntas?! De onde tiraram tanta curiosidade?! Acho desnecessário. Acho uma besteira ficarem perdendo tempo com coisas que não vão descobrir, com coisas que só Deus sabe.

Mas, vamos combinar que é da natureza humana ser curioso, não é? É de nossa essência criar expectativas, hipóteses. Todo mundo já tentou adivinhar alguma coisa. A minha hipótese é a seguinte: eu nasci na década certa? Ou melhor... No século certo?! Eu nasci no tempo errado. Acho que eu deveria ter nascido nos anos 50, 60... 
Quando não haviam  gírias, não haviam cópias, imitações, covers, posers e, não havia quase nada falso. Os discos de vinil eram caros, mas eram verdadeiros, valorizavam o trabalho do artista. As fotos eram de duas formas: feias ou bonitas. Aliás, não existia editor de foto. Eu devia ter nascido e vivido quando as florestas eram completas, quando eram enfeitadas por muitas araras azuis. Quando os ares eram mais puros. 
Queria colecionar buttons e entrar na aula de crochê e talvez... Tricô. Eu devia ter nascido quando o amor era verdadeiro...  Era tratado com seriedade. Quando os rapazes eram galanteadores, pegavam na mão, beijavam a testa da namorada... E, ainda mais, levavam flores, trufas, jóias –por mais singelas que fossem- quando levavam, era de coração. 

Quando as moças vestiam saias, apenas saias. E estas eram abaixo do joelho, cheias de rendas, quais, mesmo sem mostrar a pele, as deixavam sexys. Eu deveria ter nascido naquele tempo, porque as músicas eram melhores, as melodias acalmavam e as letras até falavam conosco, e falavam fundo, com o coração e com a alma. Quando as drogas eram usadas por gosto e não por pressão dos ‘’amigos’’. E deveria ter vivido, quando as casas tinham flores de enfeites que ficavam no batente da janela. Aliás... Quando ainda existiam flores. Eu devia ter vivido naquele tempo, pra aproveitar o mundo como ele foi, porque cá pra nós... Hoje ele está alterado e, não muito bonito, eu pelo menos, gosto de coisas originais. Eu queria ter respirado aquele ar, pisado naquela areia limpa e branca, me banhado naquele mar azul, verde-água. Eu queria ter levado meu pretendente pro meu pai conhecer e, queria que este tivesse paciência e, sentasse todas as noites no sofá com toda minha família para ouvir rádio, em vez de me namorar. E claro... Queria que às vezes, a gente desse um escorrego, e nos beijássemos no portão, enquanto ninguém nos via. Queria que às vezes ele fosse corajoso, ao ponto de jogar uma pedrinha na minha janela, tarde da noite, só pra me fazer uma serenata. Ah, eu devia ter nascido na época em que o cortejo era feito por bilhete e não por chat ou mensagem de texto.

Na época em que a moda era vestidos de bolinha e pérolas... E, em que o futebol era bonito de se ver. Eu queria ter visto o rei Pelé jogar por nossa seleção! Também queria ter escrito esse texto em máquina de escrever, escutando o barulinho das teclas da datilógrafa. Eu queria, queria tanto. Mas infelizmente, ‘’queria’’ é passado. Tenho que me contentar com o presente, pois não existe máquina do tempo, não existe nada que nos leve para o passado. Então, já que não posso ir em direção a ele, vou tentar trazê-lo pro meu hoje. Fazer um presente diferente. E, logo, deixar um futuro seguro para meus filhos, netos e bisnetos. E isso não é tão simples, nem tão complexo quanto parece. É normal, é só não dar força para as coisas da nova ordem e, seguir apenas o que te faz crescer... Absorver e irradiar apenas o que for proveitoso!

5 de fevereiro de 2012

Crônicas digitais - Amar é Punk



por Fernanda Mello


''Dentro da igreja, ajoelhe-se. No estádio de futebol, grite pelo seu time. Numa festa, comemore. Durante um beijo, apaixone-se. De frente para o mar, dispa-se. Reencontrou um amigo, escute-o. Ou faça de outro jeito, se preferir: dentro da igreja, escute-O. Durante um beijo, dispa-se. No estádio de futebol, apaixone-se. De frente para o mar, ajoelhe-se. Numa festa, grite pelo seu time. Reencontrou um amigo, comemore.
Esteja, entregue-se.''

(Martha Medeiros - Os ausentes)