29 de março de 2012

É uma espécie de estar fazendo aniversário fora de época...


Oi galerinha! Eu sumi daqui ?! Ok. Me desculpem outra vez. Esse ano estou muito ocupada com tarefas escolares -como sempre- e acabei ficando relapsa quanto a minha vida na internet. Mas, hoje o meu professor de Filosofia, Inglês, Geopolítica e Literatura  (sim, um só professor para todas as 4 disciplinas) comentou que ouviu falar do meu blog... Daí, lembrei que eu precisava ver o que estava acontecendo por aqui... E adivinhem do que eu me lembrei? Que nesse mês, completa-se o 1º aninho do Razão e Sensibilidade! 
Bem, sem rodeios, eu vou dizer: este 1 ano escrevendo no Razão e Sensibilidade foi um dos melhores da minha vida -ou melhor, da minha adolescência- pois minha infância é insuperável. Aqui eu me liberto, eu falo o que eu penso, quero, julgo certo, sem medo de errar. Este espaço aqui é o que me consola, é aqui que eu desabafo coisas que não desabafo com ninguém. É uma espécie de filho. É uma espécie de diário aberto. É uma espécie de amigo de infância. É uma espécie de arte e, literatura. Parabéns para o Razão e Sensibilidade, parabéns para mim! Porque sem demagogia, manter um blog não é nada fácil... Porque ''estamos'' completando mais um ano de vida. Feliz aniversário Razão e Sensibilidade!

Homenagem ao Millôr..



"Tudo passa... Chuva passa... Tempestade passa

Até furacão passa...
Difícil é saber o que sobra..."

(Millôr Fernandes)

8 de março de 2012

Doidas e Santas



''[...] se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões – e a gente sabe como as desilusões devastam - , terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso? Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe??? Nem ela caríssimos, nem ela. Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais. Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos. Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.''

Martha Medeiros

6 de março de 2012

Deixe o amor bater na sua porta


Sempre que posso, organizo minha vida. Uso agendas, uso calendário, faço planos.  Faço planos até demais- e creia: isso não é bom. Dias atrás, eu estava organizando meu quarto... Meu guarda roupas estava uma baderna, daí resolvi arrumar tudo de uma vez só, minhas gavetas, caixinhas, necesseries, entre outros recipientes que contém mimos meus.

O que sempre acontece é que quando vou fazer uma faxina assim, eu acho um zilhão de pertences meus, que estavam perdidos. Dessa vez, eu encontrei algo que fazia anos de desaparecimento, eu já nem me lembrava mais. Era minha bonequinha de porcelana... Vestido de seda, azul bebê, cabelos loiro claro, olhos de cor e formato de amêndoas. 


Era linda, eu a chamava de Louise- na verdade, é o meu nome traduzido para algum idioma chique. Quando eu vi minha boneca de porcelana em meio umas caixas no fundo da gaveta meus olhos brilharam, como diamante. Eu havia chorado tanto por ter perdido ela, por ter descuidado dela, havia procurado tanto, e lá estava ela, embaixo do meu nariz! Eu achara a minha Louise, minha companheira de infância. Isso não fazia muito sentido, aliás, eu já estava com idade boa para trabalhar, ter responsabilidades, não para brincar de boneca... Peguei-a então e guardei em um bauzinho de brinquedos que eu tinha. Todos aqueles brinquedos eram para os meus filhos.

Após terminar a arrumação, refleti: é sempre assim, quando você procura demais, acha de menos, quando procura de menos, acha demais. Reparei que só encontrava o que eu queria, quando eu parava de procurar, de me importar, quando esquecia. Aquela bonequinha estava debaixo dos meus olhos durante tanto tempo... Se eu tivesse me esquecido dela há mais tempo, teria a encontrado há mais tempo. Mas as coisas da vida são assim, inesperadas, surpreendentes, incalculáveis, mágicas. É assim na vida, é assim no amor. Se você procura demais, o amor nunca vem. Deixe então ele te procure, deixe o amor bater na sua porta. E se você já tem um amor, faço o mesmo. Não procure, exceto se sua saudade for incontrolável. Mas se der pra controlar a saudade, espere que o seu amor sinta sua falta, espere que ele a procure primeiro. Não sofra com antecedência, deixe a vida te surpreender. Não crie expectativas, pode ser ilusão. Não estou dizendo que é ruim amar. Ame sim, é ótimo, faz bem... Mas ame sem fazer planos, aproveite também. É muito mais gostoso quando você é surpreendida, surpreendida por um buquê de flores, por uma caixa de chocolates, por um eu te amo em meio uma briga, ou até mesmo, por um telefonema de madrugada. O sabor da surpresa é melhor, diferente.

E quando você tiver a certeza de que encontrou seu amor, cuide dele. Zele. Alimente-o. Tire-o do chão, tire-o o fôlego. Mas faça isso livremente, levemente, sem planos, sem pesos, sem expectativas. O que for pra ser, será. Bote fé. Deposite sua alma, seu corpo, sua energia. Surpreenda. Surpreenda-se. 

25 de fevereiro de 2012

SOULSTRIPPER - Não Trocaria um Sorvete de Flocos por Você (Clipe Oficial)



Amei!!! Mega fofo.
Achei no Facebook, da Fernanda Mello

Talvezes




Dia após dia, noite após noite e quase todas as minhas madrugadas são as mesmas. Eu penso em nós dois, sinto saudade, e repenso outras vezes, torno a sentir sua falta, torno a sentir o seu cheiro deixado no travesseiro, torno a sentir aquele apertinho no coração quando ouço aquela música que ousava falar de nós. 
E em meio a essas lembranças sempre há momentos em que eu me pergunto a Deus quando é que a minha estrada vai cruzar a sua. E questiono de novo, só que dessa vez a mim mesma: por que fui me encantar por você? 
Eu tento entender nosso ‘’lance’’, mas não compreendo totalmente, e talvez seja essa a graça. Ou talvez, a graça seja seu jeito torto, desengonçado de ser. Talvez seja seu jeito errado que me apaixona. Talvez seu estilo musical. Talvez sua barba cerrada. Talvez sejam suas roupas estilo punks. Talvez seja seu descaso romântico, seu eu te amo calado. Talvez seja o seu ponto de vista sobre o mundo e as desigualdades encontradas nele, sua forma de criticar a sociedade. Talvez, porque você toca guitarra. Talvez, isso tudo seja o complemento. Talvez, talvez, talvezes... Há tantos! E pra que todo esse rodeio? Talvez eu só tenha me encantado mesmo, simplesmente, loucamente,  apaixonadamente por você.

12 de fevereiro de 2012

"Queria" é passado.



Hoje temos tantas teorias, hipóteses e tentativas de descobrir algo que ainda não foi descoberto, temos tantos sabidões -como diria minha avó- que tentam fazer história. Que tentam infiltrar doutrinas nas nossas mentes! Eu fico até meio perdida em meio tantas veredas, tantos palpites! Uns querem saber como e quando o mundo foi criado, outros querem saber como e quando o mundo vai acabar. Uns querem saber se é possível clonar alguém, se é possível curar a AIDS, curar o câncer. Existem tantas perguntas... E, tão poucas respostas. Não é contradição, mas, para que fazem tantas perguntas?! De onde tiraram tanta curiosidade?! Acho desnecessário. Acho uma besteira ficarem perdendo tempo com coisas que não vão descobrir, com coisas que só Deus sabe.

Mas, vamos combinar que é da natureza humana ser curioso, não é? É de nossa essência criar expectativas, hipóteses. Todo mundo já tentou adivinhar alguma coisa. A minha hipótese é a seguinte: eu nasci na década certa? Ou melhor... No século certo?! Eu nasci no tempo errado. Acho que eu deveria ter nascido nos anos 50, 60... 
Quando não haviam  gírias, não haviam cópias, imitações, covers, posers e, não havia quase nada falso. Os discos de vinil eram caros, mas eram verdadeiros, valorizavam o trabalho do artista. As fotos eram de duas formas: feias ou bonitas. Aliás, não existia editor de foto. Eu devia ter nascido e vivido quando as florestas eram completas, quando eram enfeitadas por muitas araras azuis. Quando os ares eram mais puros. 
Queria colecionar buttons e entrar na aula de crochê e talvez... Tricô. Eu devia ter nascido quando o amor era verdadeiro...  Era tratado com seriedade. Quando os rapazes eram galanteadores, pegavam na mão, beijavam a testa da namorada... E, ainda mais, levavam flores, trufas, jóias –por mais singelas que fossem- quando levavam, era de coração. 

Quando as moças vestiam saias, apenas saias. E estas eram abaixo do joelho, cheias de rendas, quais, mesmo sem mostrar a pele, as deixavam sexys. Eu deveria ter nascido naquele tempo, porque as músicas eram melhores, as melodias acalmavam e as letras até falavam conosco, e falavam fundo, com o coração e com a alma. Quando as drogas eram usadas por gosto e não por pressão dos ‘’amigos’’. E deveria ter vivido, quando as casas tinham flores de enfeites que ficavam no batente da janela. Aliás... Quando ainda existiam flores. Eu devia ter vivido naquele tempo, pra aproveitar o mundo como ele foi, porque cá pra nós... Hoje ele está alterado e, não muito bonito, eu pelo menos, gosto de coisas originais. Eu queria ter respirado aquele ar, pisado naquela areia limpa e branca, me banhado naquele mar azul, verde-água. Eu queria ter levado meu pretendente pro meu pai conhecer e, queria que este tivesse paciência e, sentasse todas as noites no sofá com toda minha família para ouvir rádio, em vez de me namorar. E claro... Queria que às vezes, a gente desse um escorrego, e nos beijássemos no portão, enquanto ninguém nos via. Queria que às vezes ele fosse corajoso, ao ponto de jogar uma pedrinha na minha janela, tarde da noite, só pra me fazer uma serenata. Ah, eu devia ter nascido na época em que o cortejo era feito por bilhete e não por chat ou mensagem de texto.

Na época em que a moda era vestidos de bolinha e pérolas... E, em que o futebol era bonito de se ver. Eu queria ter visto o rei Pelé jogar por nossa seleção! Também queria ter escrito esse texto em máquina de escrever, escutando o barulinho das teclas da datilógrafa. Eu queria, queria tanto. Mas infelizmente, ‘’queria’’ é passado. Tenho que me contentar com o presente, pois não existe máquina do tempo, não existe nada que nos leve para o passado. Então, já que não posso ir em direção a ele, vou tentar trazê-lo pro meu hoje. Fazer um presente diferente. E, logo, deixar um futuro seguro para meus filhos, netos e bisnetos. E isso não é tão simples, nem tão complexo quanto parece. É normal, é só não dar força para as coisas da nova ordem e, seguir apenas o que te faz crescer... Absorver e irradiar apenas o que for proveitoso!

5 de fevereiro de 2012

Crônicas digitais - Amar é Punk



por Fernanda Mello


''Dentro da igreja, ajoelhe-se. No estádio de futebol, grite pelo seu time. Numa festa, comemore. Durante um beijo, apaixone-se. De frente para o mar, dispa-se. Reencontrou um amigo, escute-o. Ou faça de outro jeito, se preferir: dentro da igreja, escute-O. Durante um beijo, dispa-se. No estádio de futebol, apaixone-se. De frente para o mar, ajoelhe-se. Numa festa, grite pelo seu time. Reencontrou um amigo, comemore.
Esteja, entregue-se.''

(Martha Medeiros - Os ausentes)

18 de janeiro de 2012

A colheita depende das sementes

O silêncio as vezes fala mais que um grito de vinte mil hertz. Fala de uma forma calada de que comigo nada vai bem... De que os dias de glória se foram e agora vivencio apenas os dias de luta. Talvez os últimos tempos foram só o que ando merecendo, talvez eu esteja colhendo o que plantei no passado. É só uma forma justa de aprender a não errar mais...
Mas até os dias de luta são necessários, pra quando eu estiver na bonança, eu dê valor as coisas que tenho, que tive e até as coisas que ainda vou ter... Se eu valorizar meus pertences, dificilmente vou perdê-los. Quem valoriza, ama. Quem ama, cuida. Quem cuida, guarda. E quem guarda, não perde os pertences, as pessoas, os sentimentos...  
De agora em diante, vou plantar sementes boas, para que os frutos sejam proveitosos. Para que a colheita seja agradável e cheia de surpresas, para que venha logo a bonança, para que eu reviva os dias de glória. Para atrair a felicidade até a minha porta. Para que eu possa gritar o amor. 
Uma vez que plantamos sementes boas, colhemos frutos do mesmo escalão, ou, melhores. Essa é a lei da vida, a colheita depende das sementes... não tente mudar a ordem, não funciona... aprenda de uma vez só: colhemos, o que plantamos.